Voltei, depois de alguns dias entre bois e peões.
Ouvi muito Bruno e Marrone, Pedro e Thiago e outras duplas com nomes que não combinam. Foi-se o tempo do Tonico e Tinoco, Chitãozinho e Xororó, Marlon e Maicon (esses até recentes). A onda agora é usar os nomes reais, e daí surgem coisas sem graça como Luís e Cláudio.
O hotel não tinha isolamento acústico nenhum, por isso na hora de dormir eu ouvia detalhadamente a atividade dos vizinhos de quarto. Era um casal com pelo menos 3 filhos que eu consegui identificar. A Marcela era uma praga e ficava chorando. O irmão era o Lucas, outra praga que gritava, e havia mais um que chorava e cujonome eu não pude descobrir.
A mãe gritava a cada cinco minutos: "Pára de bagunça, Lucas! Fica quieta, Marcela!"
Até que eu resolvi reclamar na recepção. E pude ouvir o pai falando do outro lado:
- Mas nós estamos apenas conversando normalmente!
Se isso é o normal deles, pobres dos vizinhos.
Voltei até puxando um pouco os erres... "Atráis da porrrta.... oi lá arvre verrrde..."
E pra melhorar, essa semana eu talvez tenha que voltar pra lá.
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Desgraça pouca é bobagem: talvez o Beto seja mandado embora.
Cadê as good vibrations que eu pedi, hein?
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Pra coroar o fim de semana: a mulher que pára na vaga em frente à minha, na garagem do prédio, deu uma senhora ralada no pára choque que eu acabei de mandar arrumar.