Eu por mim mesma
30 anos, paulistana, corinthiana, blogueira, dona de 4 gatos, viciada em chocolates, séries, cinema e livros, entre outras nerdices.
Entries for September, 2005
September 7th, 2005
Coisas que me assustam
Tenho medo de ter que ir trabalhar amanhã, em pleno feriado. Tenho medo que chova muito em São Paulo e inunde tudo. Tenho medo da política econômica do Palocci. Tenho medo do Severino Cavalcanti. Tenho medo de dirigir sozinha à noite em São Paulo. Tenho medo de assalto, de crises de enxaqueca, de desemprego, de nunca mais poder comer chocolate, de ficar sozinha pra sempre, de ter que me conformar com um emprego medíocre, de ter que renovar a carteira de motorista, de ficar velha, de ter insônia.
Mas o que mais me assusta são palhaços. E o monstro do armário.
O que leva uma pessoa a pintar a cara, colocar um nariz vermelho e fazer "êêêê!!!"? Por quê??
Sempre acho que por baixo de toda aquela tinta existe um daqueles palhaços satânicos, com dentes de navalha e olhos vermelhos.
Esses dias estava dirigindo em plena Marginal Pinheiros e vi um palhaço dirigindo um Escort prateado, perto da ponte do Morumbi. Fiquei muito preocupada. Nunca imaginei que palhaços dirigiam.
Antes eu achava que se um deles me perseguisse, seria a pé ou usando um daqueles monociclos ridículos. Mas não. Agora os palhaços estão motorizados e podem me pegar.
E o monstro do armário? Não durmo com a porta do armário aberta nem por decreto lei nem por bebedeira profunda. Aqui em casa nem tem armário no quarto - tem um ex-banheiro que o antigo morador transformou em closet, por falta de espaço no dormitório.
E não existe monstro do closet, ok?
Na verdade, acho que o maior medo da minha vida eu sentiria se de repente saísse de dentro de um armário um palhaço com uma buzininha na mão.
Sei que ando sumida, mas é que estou tão sem paciência de fazer tudo...
Viajei a trabalho de novo, fui para Santos e fiquei uma semana lá, tomando chuva na cabeça. Como sempre, coisas bizarras me aconteceram:
Um urubu me seguiu desde Santos até o Guarujá, sobrevoando a balsa e quase pousando no teto do carro. Depois eu vi um urubu morto. Não sei dizer se era o mesmo, sabe? Em Peruíbe, almoçãndo num restaurante por quilo, dividi a mesa com um casal de velhinhos. Ao fundo, um CD com o melhor das Big Bands e eu me peguei discutindo animadamente Count Basie X Dizzie Gillespie com os dois. Comprei uma Melissinha verde. Assisti A Testemunha na Tv a cabo. Fui de novo o shopping que você anda de elevador de carro.
Cada vez que eu viajo sozinha, a coisa vai ficando mais estranha.
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Cortei o cabelo. Muito. Estou praticamente careca, perto do que eu era. Aí ontem minha mãe solta:
- Lembrei quem tem este corte de cabelo...
- Alguma atriz famosa, mulher elegante...?
- Não... a Maria Rita...
- Porra, mãe, a Maria Irrita? Credo! Cadê a máquina zero que eu vou raspar careca de vez?
Mas ficou bonitinho. E eu ainda aproveitei pra fazer o pé e pintei as unhinhas de vermelho. Um luxo só, menina.
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E de volta aqui, inspirado pela Amanda (www.dearmother.weblogger.terra.com.br} que sempre faz esses levantamentos, seguem as fantásticas buscas do google
São Longuinho: Acha qualquer coisa. Traz a pessoa amada em três dias. Tem uma rima legal. O cara é demais.
Valsas para 15 anos: Não conheço, não recomendo e tenho lembranças horríveis de festas em que fui. Numa delas, a cera da vela escorria e queimava minha mão. Na outra, usei um vestido vinho horrendo e igualzinho ao de uma outra menina que dançou a valsa, tudo porque o estilista que fez os 15 vestidos jurou que eles eram diferntes. Pelo menos, não pagamos o aluguel, mas foi um tremendo mico. Na terceira e última, tive que dançar com um menino que era namorado de uma menina do meu prédio. O problema era que ela tinha 1,70m e ele era pouca coisa maior que eu. A mulher que organizava a valsa percebeu que seria um pouco estranho os dois dançarem e me botou pra dançar com o infeliz. A namorada cismou que eu ia tentar alguma coisa com o rapaz - ali, no meio da pista, no meio da valsa, vejam bem - e me olhou muito feio durante os 20 minutos de dança. Passei a festa inteira olhando pra trás, pra ver se ela me perseguia.
Camisola any any: Cara, feia e igual a qualquer otra. Pra gastar dinheiro bem gasto, vá à Jogê. Para economizar, Casa das Calcinhas e Tia Lingerie resolvem. A José Paulino também. Só não vá na Any Any.
27 anos saturno: Horrível. Quando eu levantei a possibilidade, a Ira veio aqui e explicou detalhadamente que não é culpa de Saturno, etc, etc. Dane-se. Isto é um blog, não uma democracia. Quem manda aqui sou eu e eu digo que é tudo culpa de Saturno.
Crise dos 30: Tá aqui, quer um pouco? Tô doando.
Minha faxineira: Tô doando também, ela está relapsa pacas. Alguém conhece moça de confiança, limpa e direita, que cobre pouco e queira trabalhar no Sumaré? Aceito currículos.
Morar na praia: é o que vai acontecer daqui a pouco, quando eu pirar de vez na crise dos 30 - por culpa de Saturno, óbvio - e largar tudo. Vendo o carro e vou viver na praia vendendo sanduíche natural.
Sanduíche natural: vide acima.
Serenus insonia remedio: Já não faz mais efeito. Virou suquinho. Agora, só com pancada na cabeça.
Quero jogar saturno: eu também quero. Jogar lá na lata do lixo.
Transplantar alecrim: Sugiro a primavera, entre Setembro e Dezembro. Retire a planta com cuidado do vaso, coloque no outro vaso previamente preenchido com terra preta, adubo e se possível humus natural. O alecrim vai ficar uma beleza, cálega!
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Antes que eu esqueça: muito obrigada à Valéria (www.autordesconhecido.blogger.com.br), e ao Textos Legais (http://textos_legais.sites.uol.com.br/prefiro_ser_baleia.htm) por creditarem o texto "Sereia ou Baleia" e gerarem várias visitas aqui...
O texto original foi publicado no ano passado no blog velho (http://elburgente.weblogger.terra.com.br/200411_elburgente_arquivo.htm/). E dali saiu pelo mundo, ganhando versões bem piores e com erros de português.
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Po fim, estou home alone. O Beto foi mandado embora do trabalho e está aproveitando suas férias forçadas para dar uma descansada.
Neste momento, ele está em São Lourenço, sul de Minas Gerais, terra de seus avós. Junto com ele está seu irmão Renato, meu digníssimo cunhado. E como todos sabem, se cunhado fosse coisa boa não começava com cu e não tinha unha no meio.
Nao quero nem imaginar o que eles estão fazendo por lá, por bem do meu casamento.
Desde o começo da semana estou envolvida na inauguração de mais uma unidade da companhia megalomaníaca na qual trabalho. Desta vez, a loja fica em Carapicuíba.
Que por sua vez, fica longa pra caramba. Mentira que é perto de Osasco: do centro de Osasco pra lá, são 16 quilômetros. A loja fica ao lado do terminal do trem. Ou seja, é o ponto final do trem. Excetuando-se Barra Funda e Lapa, todos os terminais de trem ficam longe pra caramba, mesmo.
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Minha geladeira estava fedendo. Cada vez que abríamos a porta, vinha um miasma doentio emanando das profundezas do eletrodoméstico.
Estava com medo de descobrir o que era. Ontem à noite, o Beto estava em casa e o Penin apareceu por lá. Julgando-me protegida, fui à fundo na questão e localizei lá no fundo da geladeira um potinho.
Há cerca de 6 meses, o Beto fez uma mistura de pó de café, coca cola e chá, e utilizou a gororoba pra envelhecer um mapa que ele desenhou. Funcionou tão bem que ele resolveu guardar a mistura para utilizar novamente.
O potinho ficou numa prateleira da geladeira, escondido debaixo do gavetão de legumes. Com o passar do tempo, ele foi empurrado para o fundo, conforme tupperwares com sobras se sucediam à sua frente.
Até que ontem, por volta das 23 horas, o pote foi descoberto. Ao abrir, uma gosma mofada se apresentou solidificada no fundo do pote. O Penin observou:
- Deve ter uma civilização inteira aí dentro.
Ignorando as possibilidades, joguei cândida, detergente e fervi o pote, assim exterminando qualquer civilização que pudesse ter florescido no mofo.
A geladeira imediatamente passou a cheirar melhor.
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Falando em Penin: ele é um amigo arqueólogo, que gosta de escavar e de beber. Por isso, criou o Diário de um Tatu Bêbado. Entrem no www.tabulas.com/~Penin e vejam sua históiria de vida.