Eu por mim mesma
30 anos, paulistana, corinthiana, blogueira, dona de 4 gatos, viciada em chocolates, séries, cinema e livros, entre outras nerdices.
Entries for November, 2005
November 7th, 2005
Apertem os cintos, o monge sumiu
Minha mãe é budista. Ontem estava acontecendo uma feira zen no auditório do colégio São Luís, e o templo que minha mãe frequenta estava com um estandezinho por lá.
Fui visitar a feira, e apesar de um pouco preocupada com algumas das terapias alternativas apresentadas por lá, como a limpeza de cólon, acabei me divertindo muito.
Não, eu não fiz a limpeza de cólon.
O que ocorreu: o templo levou 4 monges budistas para a feira. Monges mesmo, de cabeça raspada e roupinha laranja. Um deles, chamado Lompsa, é bastante jovem e animado.
(Na verdade, monges em geral são animadinhos. Parece que eles estão sempre rindo porque sabem de alguma coisa que você não sabe)
Voltando: O Lompsa estava adorando a feira. Ele já esteve algumas vezes no Brasil, fala inglês, arranha português e por isso consegue se comunicar com bastante gente. Minha mãe pergunta:
- Lompsa, de onde veio essa caneca?
- Ganhar.
- Como assim? De quem?
- Moça ali.
- E porque ela te deu a caneca?
- Eu bonitinho. hihihihihihihihihihihi
De repente, Lompsa sumiu. Cadê o monge? A mulherada do estande do templo saiu desesperada procurando o carequinha. Rodaram a feira e nada. Eu já estava achando que o monge tinha fugido com a moça que achou ele bonitinho e ia viver o resto de seus dias numa praia em Acapulco. Como ninguém achava o monge, fomos almoçar. Na volta, lá estava ele, sentadinho no estande tomando água de canudinho. (Imaginem o diálogo abaixo numa mistura de inglês, português e tibetano)
- Lompsa!!! Onde você estava? Todo mundo preocupado...
- Almoço.
- Com quem? Aonde?
- Amigo!
- Que amigo?
- Amigo, conhecer na feira! Ele queria me dar o celular dele, mas eu não quis. Muito chato, né? hihihihihihihihihihihihihihi
No sábado, festa infantil. Aniversário do Lucas, o moleque mais fofo do mundo, filho de Lelê. Como sempre, Dona Rose se encarregou de me entupir de salgadinhos, docinhos, bolo...
Fiquei imaginando o trabalho que dá fazer uma festa assim, com tudo feito em casa, desde a decoração até os comes e bebes.
Eu, a tia chata que dá livro de presente, me diverti muito.
A única parte ruim de festa de criança é que é cheio de criança, sabem? E elas correm pra lá e pra cá.
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Aí no domingo fiquei jogando Ragnarok depois RPG.
Nerd é assim mesmo.
Na segunda esqueci de ir na terapia.
Ontem dormi muito.
Hoje vim trabalhar e terei que pedir um empréstimo na Cooperativa da empresa porque o computador do Roberto explodiu e custou MUITO caro arrumar.
Espero mesmo que as coisas se organizem e dêem certo, porque eu não sei como vou pagar o aluguel do mês que vem.
Escrevo estas mal traçadas linhas em uma lan house no coração da cidade de Bebedouro. Um centro urbano muito civilizado, habitado por pessoas gentis e inteligentes.
Pena que faça um calor do cacete por aqui.
Fui obrigada por meu amável chefe a vir para cá. No hotel não tem tv a cabo, a minha companheira de quarto quer ver a novela, no cinema do shopping está passando O Virgem de 40 Anos.
Aí eu vi esta Lan numa esquina, brilhando na escuridão como um diamente em uma escura mina de carvão.
A música de fundo é Charlie Bronw Jr, o local tem um cheiro estranho e eu não tenho coragem de usar o banheiro, mas pelo menos tem ar condicionado e me permite faezr contato com o mundo exterior.
Agora há pouco choveu, no que me pareceu ser a primeira chuva do ano por aqui, pela reação das pessoas:
- Menina, está chovendo...
- É mesmo...
- Tá forte, né?
- É...
Aí eu saí e vi uma garoa um pouco mais forte caindo, ao mesmo tempo em que o céu se mantinha azul e o sol de fora. Daí concluo que se esse pessoal fosse pra São Paulo ou ia morrer de frio ou de medo das chuvas de fevereiro.
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O computador do Beto pifou d vez, agora nada funciona e ele está praticamente órfão, sem computador, sem namorada, sozinho e abandonado num apartamento no Sumaré.
Amigos, tirem-no de casa, desde que seja para um programa baratinho, pois ele está também falido.
Bebedouro, por volta de 13 horas, um calor dos infernos. Eu sentada numa ponta do estacionamento do supermercado, embaixo de uma árvore, tomando um sorvetinho.
O estacionamento tem uns 50 metros, largo, cheio de gente, carros, crianças correndo. Lá do outro lado vejo um cachorro vira lata horroroso descansando na outra sombra disponível.
De repente, o bicho se põe de pé, olha na minha direção e vem reto, abanando o rabo efusivamente e fazendo cara de feliz.
Ele atravessa os 50 metros, desviando de passantes e veículos, chega perto de mim e me dá uma cabeçada, pedindo carinho.
Ou eu tenho um cheiro muito louco ou uso uma placa dizendo "Eu amo animais" que todo cachorro vira lata sabe ler.
Isso acontece sempre.
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Alguém pode mandar ligar o ar condicionado aqui em São Paulo, por favor?
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E aí, Corinthians campeão logo mais, né?
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Assisti o novo Harry Potter. Achei assim, assim. O Prisioneiro de Azkaban é melhor, porque é bem mais escuro, sombrio, cinzento e irônico.
Mas também, vamos comparar: Azkaban foi dirigido pelo Alfonso Cuarón, que também dirigiu o genial ...E sua Mãe Também. Já o Cálice de Fogo foi dirigido por Mike Newell, que anteriormente cometeu Quatro Casamentos e um Funeral e O Sorriso de Monalisa.
No Azkaban tinha o Gary Oldman. Nesse outro tem um outro cara aí.