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Eu por mim mesma
30 anos, paulistana, corinthiana, blogueira, dona de 4 gatos, viciada em chocolates, séries, cinema e livros, entre outras nerdices.



Yoomp

Entries for May, 2006

May 3rd, 2006

Quantos elefantes cabem num fusquinha?

Eu resolvi fazer uma feijoada. Mas não podia ser uma simples feijoada. Tinha que ser a maior feijoada já feita neste edifício.

A princípio, chamei apenas os que ajudaram na mudança: Família Macedo, Julio e Junior. Aí resolvi chamar também o Eric, a Lilian, a Alê. E o Penin, Gerson, Thiago, Regina. O Daygo. Minha mãe. Convidei o Silveira, mas ele declinou. Ainda bem, não ia caber. Façam as contas: tratam-se de 14 adultos, mais o Lucas, que apesar de pequeno ocupa um espaço enorme.

Meu novo apartamento tem 40 metros quadrados. Um quarto, banheiro, sala, cozinha e uma pequena varanda.

E nele entraram, ao mesmo tempo, 15 pessoas. Nunca imaginei que isso seria possível, e fiz questão de tirar fotos. No dia que me mandarem, posto aqui.

A primeira a chegar foi Mamãe, que ajudou fazendo um molhinho ótimo e a farofa. E eu lá, mexendo o panelão, fechando 68 pastéis (eu contei) e fazendo panelas de arroz. Refoguei a couve e pronto. Aí toca o interfone:

- Olha, é meio estranho...
- Pode falar.
- É o clã Macedo... não entendi nada.
- É um monte de gente, mais uma criança?
- É.
- Então deixa subir.

Dali a pouco, chega Lilian, que carregava Eric e uma caixa de cerveja aberta:

- Já tomei algumas.
- Tudo bem, tá calor.

Daygo subiu no mesmo elevador, e rapidamente deduziu:

- Hummmm... essas cervejas... vocês vão na Gabi!
- Verdade!

Penin, Thiago, Regina, Gerson chegaram depois, e só os perdoei pelo atraso porque trouxeram cervejas.

Alê Félix foi a última, mas tudo bem porque ela trouxe cadeiras, que eram mais do que necessárias - o Eric estava voltando às suas raízes hobbtianas e comia sentadinho no degrau da varanda.

Muita feijoada e algumas poucas cervejas depois, tinha gente sentada na sala, no quarto, na cozinha. E o enorme espaço proporciona um conhecimento do que os outros falam: dápra ouvir tudo, de todos os cômodos.

Mamãe resolveu pôr o Julio pra lavar a louça. De avental de vaquinha. Também tem foto, claro.

Junior fez piadas sugerindo que minha feijoada era de lata da Bordon. Só deixo quieto porque ele vai me pagar um jantar no D.O.M na semana que vem.

Daygo fez seu outing em casa - Go boy! - e me deu umas dicas fantásticas sobre física quêntica, macramé e pesca esportiva.

Lilian, Lelê e Dona Rose foram embora cedo e levaram Lucas. Thiago e Regina se foram porque moram muito longe. E Gerson, cuja garganta começou a fechar devido ao pêlo de gato, sabiamente retirou-se antes da traqueotomia tornar-se necessária.

Aí sobraram apenas 8 pessoas e tava quase dando pra ir no banheiro sem tropeçar em ninguém, e o resto das pessoas ficou na minha casa até altas horas, conversando e tomando cerveja. Ainda assim sobrou cerveja. Acho que as pessoas acabaram superestimando a própria capacidade de consumo de álcool. Ou seja, em breve, nova reunião pra tomar o resto da cerveja.

Agradeço a todos pela presença e vamos ao desafio: da próxima vez, quero colocar 20 pessoas aqui dentro.

Não tinha ninguém na área de serviço, pôxa.



as 08:01 PM 6 YA REALLY!
May 5th, 2006

Pacaembu, 3 a 1 River.

Trinta e cinco mil pessoas não conseguem fazer o serviço de onze. Não conseguem colocar a bola pra dentro da rede. Trinta e cinco mil mentes voltadas para o mesmo objetivo, rezando, agarrando a camisa, gritando. E ainda assim o Timão perdeu.

Jogo tenso, desde o começo. A torcida não vibrava como estou acostumada a ver. Os gritos rareavam, à nossa volta as pessoas com os maxilares tensos, os braços cruzados, ombros encolhidos.

No terceiro gol, o Pacaembu silenciou. Durante um ou dois minutos, ninguém acreditava. E aí começou a invasão. Primeiro um torcedor entrou e foi ate Tevez, com as mãos em posição de "Como assim?". Foi retirado pela segurança. Depois mais um, mais dez, mais mil. Uma multidão forçava o portão de acesso ao campo. As pessoas na arquibancada tentavam sair por cima.

A Polícia Militar, em número muito menor, usava cassetetes, balas de borracha e bombas de pimenta para conter o grupo que tentava invadir o campo. Talvez movidos pelo desespero, jogaram bombas na arquibancada, causando pânico e correria. Vi pais com filhos tentando passar para sair dali, namorados protegendo suas namoradas, senhores de idade subindo as escadas o mais rápido que podiam.

A multidão lá embaixo não via nada.

Para aquelas pessoas não importava o jogo. Eles não sentiam medo, nem dor: apenas a raiva de ver um sonho despedaçado, a frustração de saber que mais uma vez o Corinthians não será campeão da Libertadores. Sonho antigo, sonho que esse ano parecia ter possibilidade de ser realizar. E de novo, caímos.

Caímos em casa, frente a um estádio cheio, com trinta e cinco mil corações corinthianos que se partiram um pouco mais a cada gol do adversário.

E fizemos feio, tentando invadir o campo pra mudar alguma coisa com a força bruta. O que mais aqueles trinta e cinco mil homens podiam fazer, além de colocar toda a frustração pra fora?

Fico triste de ver meu time perder, fico ainda mais triste de vê-lo perder dessa maneira, com a partida encerrada aos 36 do segundo tempo por conta de uma invasão de campo.

Triste, cheguei em casa cansada e até agora não consegui dormir. Comi as unhas, suei, cantei, gritei, vibrei e sofri. Fui uma das trinta e cinco mil vozes que tentaram empurrar a bola dos pés do Nilmar pra dentro do gol, que tentaram fazer com que as mãos de Silvio Luis fossem mais firmes, que tentaram fazer com que o cruzamento do Ricardinho tivesse um metro a mais ou a menos.

E agora, sozinha em casa, sou uma das milhões de pessoas que se sentem tristes por não poder fazer mais pelo trabalho daquelas onze dentro do campo.


as 02:08 AM 7 YA REALLY!
May 6th, 2006

Os fakes do Orkut

Primeiro, era a alegria do Orkut: todo mundo visitava todo mundo, fuçava nos perfis, investigava as comunidades. Dava para paquerar o gatinho, vigiar o ex, saber o que seus amigos estavam aprontando, acompanhar os barracos em scrapbooks alheios... Tudo anonimamente, que delícia! Uma alegria só!

Era como antes do bina, quando você tinha quatorze anos e ligava pra casa do menino que você gostava, ele atendia e ficava falando Alô! Alô! e você desligava ofegante por ouvir a voz do seu querido.

O paraíso dos tímidos ao alcance de uma ligação ou de um clique do mouse.

Ai veio o bina, mas eu já era mocinha demais pra me importar muito.

Aí veio o visualizador de perfis e foi tudo por água abaixo. Sem aviso, as pessoas começaram a saber quem as havia visitado, diariamente.

Os incautos foram pegos no pulo: A-há!
E os pobres tímidos foram descobertos e se trancaram nos quartos e cobriram as cabeças com edredons fofinhos. E temeram por seu anonimato.

Como a necesside é mãe da invenção, alguns usaram a criatividade: criaram perfis fake para visitar o orkut alheio e fuçar sem receio de serem descobertos.

Hoje recebi duas visitas dessas. Um deles usa o tenebroso pseudônimo Trico Lor. O outro é um João Ribeiro e me visita quase diariamente.

Achei um horror: se esconder atrás de um alias em um espaço tão público quanto o Orkut é besteira. Sua vida está lá, aberta. Mais tranquilo é simplesmente desabilitar o visualizador - você não vê ninguém, ninguêm vê você. Coisa simples, como era antes.

Mas o fake é desonesto. A sensação é a de que alguém está interessado na sua vida e você não pode oferecer a contrapartida e se interessar pela vida alheia também. É injusto.

Fora o trabalho que dá: criar um e-mail falso, se convidar, aceitar, se cadastrar... Não tenho saco pra isso. Prefiro deixar meu nome lá, brilhando, e pronto.

Sejamos bisbilhoteiros assumidos!




as 10:20 AM 7 YA REALLY!
May 7th, 2006

Frank é o rei

The Shadow Of Your Smile

The shadow of your smile when you are gone
Will color all my dreams and light the dawn
Look into my eyes my love and see
All the lovely things you are to me

Our wistful little star was far too high
A teardrop kissed your lips and so did I
Now when I remember spring
And all the joy that love can bring
I will be remembering the shadow of your smile


as 03:08 PM 4 YA REALLY!
May 9th, 2006

Mulher não faz sentido

- Preciso da tua opinião.
- Manda.
- Vou ligar pra ele.
- Liga.
- Ele não vai me achar uma louca?
- Vai.
- Então não vou ligar!
- Aí ele não vai saber que você está a fim.
- Ai meu deus.
- Se você não ligar, vai perder o cara.
- Mas se eu ligar...
- Se você ligar, ele vai te achar uma mulher legal, super resolvida...
- Eu não sou super resolvida.
- Não?
- Não. Se fosse, ligava pra ele.
- Verdade. Mas liga mesmo assim.
- E falo o quê?
- Fala... ah, sei lá, fala que ligou pra dar um oi.
- Ridículo.
- Ridículo é você perguntar o que fala.
- Verdade.
- Fala o que quiser. Fala do jogo de domingo.
- Que deprimente.
- Fala que você mudou de time.
- Aí ele vai achar que eu sou lésbica.
- Ele já acha, lembra?
- É mesmo. Essa conversa está muito bizarra.
- Como sempre.
- Vou lá ligar.
- Mas não hoje!
- Por que não?
- Não se liga pra ninguém no dia seguinte.
- Então vou ligar amanhã.
- Não se liga pra ninguém numa segunda feira.
- Porra. Primeiro você me incentiva, depois me demove da idéia...
- Ah, eu sou assim mesmo.
- Então não falo mais com você.
- Duvido.
- Eu também.
- Liga na terça.
- Que dia besta.
- É um dia ótimo.
- Explica melhor.
- Pensa bem: se você liga no dia seguinte, mostra ansiedade. Se liga na segunda, não faz sentido. Se deixa pra ligar na quarta, já passou muito tempo. Terça é perfeito.
- Eu tenho terapia na terça.
- Mais perfeito ainda pra lidar com a rejeição.
- Mas que falta de incentivo!
- Então vai lá ligar.
- Mas não era pra eu esperar?
- Ah, sei lá. Preciso desligar pra fazer cocô.
- Ai, que nojo.
- Eu sempre faço cocô quando falo com você.
- Ai, que nojooooo!
- Preciso falar mais vezes com você. O desafio Activia falhou comigo.
- Como pode começarmos uma conversa comigo abrindo o coração e terminarmos com você falando de cocô?
- Ainda não acostumou?
- Não.
- Então tchau, um beijo.
- Outro. Boa noite, mina.




as 11:19 AM 9 YA REALLY!
May 10th, 2006

Não fui convidada, mas sou oferecida






as 08:19 PM 4 YA REALLY!
May 11th, 2006

A mesa das sete colheres

Aniversário da Dani, fomos jantar no Spot: sete mulheres numa mesa falando besteira e tomando vinho.

Flavio, nosso garçom-fotógrafo-sex symbol, indicou saladas e massas leves, pois sabia que aquele bando de calcinhas não ia querer comer uma picanha mal passada, por exemplo. Aceitamos as sugestões pois somos muito saudáveis, e eu comi um delicioso spaghetini cogumelo.

Veio num prato enorme: pena que a porção ocupasse uns 4 centímetros cúbicos no centro do prato. Mas como havíamos pedido um vinho gostosinho, acabei relevando.

Falávamos sobre a situação política na Albânia, quando de repente surge um rapaz num terno muito bem cortado:

- Hello! Do you speak english?

Geral respondeu yes, mas eu reproduzirei o diálogo em português para facilitar a vida dos leitores:

- Olha, meu nome é Sam e eu estou numa mesa com 4 homens muito feios...posso sentar aqui com vocês, mulheres lindas?
- Claro! Senta aí, quer um vinho?
- Obrigado, estou tomando whisky mesmo...

Papo vai, papo vem, descobrimos que o moço trabalha na Gucci - explicado o terno bem-cortado - e era de Miami - explicada a cara de pau. Estava em São Paulo a trabalho e doidinho pra ir pra balada.

- E então, qual é o lugar pra se ir saindo daqui?

Eu quase respondi que era pra ir pra minha casa, mas achei que ia ser mal entendida: ao invés de achar que eu estava cansada pacas e queria dormir no meu travesseiro fofinho, as pessoas iam achar que eu sou uma recém separada com fogo no rabo.

Bem.

Passamos alguns minutos conversando sobre temas variados. Enquanto Elisa tentava explicar pro americano que trabalha na Gucci o conceito das Casas Bahia - ela já estava fazendo um desenho no guardanapo - vem um dos amigos e senta bem ao meu lado:

- Olha aí, a gente achou que ele não teria coragem de vir...
- E ele veio, sozinho e sem falar português.
- É, ele é corajoso.
- Mas você não é um bom amigo.
- Por quê?
- O cara precisava da tua ajuda e você não estava lá.
- Mas...
- Isso não se faz.
- Oh my...
- Vai lá e pede desculpa pro teu amigo.
- Ok.
- E nunca mais deixe seu amigo sozinho em terras estrangeiras.
- Pode deixar.

Eu vi lágrimas nos olhos do moço. Não sei bem por quê, mas eles voltaram para sua mesa logo depois disso.

Aí chamamos o garçom-estudante-futuro genro da minha mãe:

- Flavio, queremos um suflê de chocolate, um profiterole e sete colheres.
- Sete?!
- A menos que você queira sentar aqui do meu ladinho. Aí pode trazer oito.
- Er... só um minuto.

Ele trouxe as sobremesas, as sete colheres, um bolinho de aniversário pra Dani, e cantamos parabéns entusiasticamente no meio do Spot, ajudadas pelos gringos animados.

Queimamos um pouco o filme e perdemos a pose de moças modernas quando cantamos "Com quem será, com quem será, com quem será que a Dani vai casar" a plenos pulmões.

Pedimos café. Junto veio a conta - doeu, mas valeu a pena.

Deixamos uma gorjetinha substancial pro garçom-go-go boy-massagista e fomos embora pra casa mais pobres e bem mais felizes.

De novo.

as 09:39 AM 7 YA REALLY!
May 14th, 2006

Tudo que você sempre quis saber sobre sexo, pizza e blogs

Com o objetivo imoral de transformar este blog num campeão de acessos da net e conseguir um convite pra festa do spam, digo, do Copo Vermelho em uma semana, hoje vou falar de sexo!

Na noite de ontem, rolou uma pizzada na casa da Lilhá. Claro que isto era apenas uma desculpa esfarrapada da ovelhinha para uma louca orgia que durou até o amanhecer.

Partimos rumo a ZL, eu Junior e Julio - Que espécie de orgia seria sem um imperador romano? No caminho cooptamos Alê Felix, que ofereceu certa resistência, é verdade, mas acabou cedendo depois que liberamos que ela levasse seus amigos anões besuntados em óleo.

No caminho, cantamos Frank Sinatra pra criar um clima sensual e envolvente já no carro. Como não funcionou, voltamos aos diálogos de sempre:

- Eu tenho uma verdadeira democracia corinthiana na cabeça.
- Isso se chama esquizofrenia, Gabi.
- Ops.

Chegamos, pedimos as pizzas, turbinamos a baladinha com garrafas de vinho e Jack Daniels. Mais tarde juntaram-se à nós diversas pessoas: Théo e seu primo, Eric e seu gogó sedutor, dois advogados chamados - o que facilitou bastante pra decorar os nomes - e um rapaz de Minas que instantaneamente ganhou o apelido de Varginha e provocou os mais baixos instintos de uma das moças presentes. Pensem em feromônios, crianças!

Como os anões e as dançarinas de hula-hula chegaram logo depois, ficou tudo rapidamente resolvido.

Apesar do meu desejo por audiência, este continua sendo um blog familiar. Por isso, não vou descrever detalhadamente o que aconteceu, mas gostaria que todos soubessem que terminamos a noite no quarto de Lilian, amontoados e aquecidos.

Houveram muitas menções à partes muito íntimas da anatomia alheia, filmes pornográficos, acessórios eróticos de plumas e rendas vermelhas. Existem fotos e gravações em áudio para comprovar tudo isso.

Já de manhã, as modelos e manequins e os go-go boys lembraram que também têm mães e tiveram que ir embora. Aí a festa acabou, para tristeza de todos.

Usando todo o meu charme, consegui convencer o pobre Zé a me trazer até a porta de casa, a despeito do fato de que ele mora na Aclimação. Era o mínimo que eles podiam fazer, depois de eu ter agitado aquela stripper gata pra ele!

Eu dormi por 3 horas completas, consegui instalar o Speedy e tudo acabou bem.

Feliz dia das mães à todos.


as 11:39 AM 3 YA REALLY!
May 16th, 2006

Pânico, tumulto, guerra? Não, é a liquidação das lojas DIC!


*insira sua piada sobre minha idade aqui*

Na verdade era o PCC dominando a cidade um pouquinho.

Os boataos davam conta que o mundo ia acabar. O PCC provocava tsunamis, terremotos e inundações. O PCC metralhava velhinhas. O PCC queimava igrejas. O PCC invadia o gramado do Pacaembu.

No supermercado chique onde trabalho, no Morumbi, pessoas compravam suprimentos para se fechar em casa por uma semana e não abrir a porta nem pro disque-pizza - vai que o PCC faz um atentado contra o motoboy e acaba invadindo a mansão do doutor? Carrinhos lotados de água, cigarros e foie gras passavam nos caixas.

Meu chefe, carioca, esfregava as mãos com alegria e dizia:

- No Rio isso é todo dia, gente.
- Er... chefe, vamos fechar mais cedo?
- Não!
- E as pessoas que moram em Itapecirica, Taboão, Embu...?
- Que tem elas?
- Como elas vão pra casa? Não tem ônibus...
- Sei lá! Eu quero é lucrar!
- Mas tem gente aqui que mora em Cidade Tiradentes e Guaianazes.
- Ah, eles vão de metrô, sei lá.
- Chefe, você está soando como um monstro capitalista insensível.
- Mesmo?
- Sim.
- Então vamos liberar a galera umas 19hs...
- E providenciar uma graninha pro táxi?
- Hummm...
- Chefe!!
- Tá, tá, a gente arruma uns dez contos.

E eu corria como uma louca pra apaziguar os ânimos de clientes que pagam sete reais por um sabão em pó Omo e que amargavam filas de mais de vinte minutos pra serem extorquidos.

De hora em hora, minha mãe ligava pra saber se eu estava viva. Estava.
E se o mercado tinha sido atacado/ameaçado.
Não tinha.
E se o PCC dominava o Morumbi.
Não dominava.
E se era verdade que ia ter toque de recolher.
Não era.

O que o PCC queria - e conseguiu - era mostrar que pode parar São Paulo. Taí o poder do crime.

E nego vem dizer que tudo começou por causa de televisões pra ver a Copa.

Pra quê televisão se o Parreira convocou o Emerson e o Adriano?



as 07:17 AM 5 YA REALLY!
May 17th, 2006

Out of Africa

Festa de adulto é mais legal porque o vinho é melhor. Mas é mais chata porque acaba cedo e porque todo mundo de repente começa a falar de filhos e empregada.

Só tenho gatos e uma faxineira rebelde que vem uma vez por semana e limpa meus 40 metros quadrados de território neutro resmungando sem parar.

Portanto, não tenho assunto.

Sentei no bar com minha taça de vinho e comi umas castanhas de caju pensando em quando vou ficar besta assim.

Um jovem se aproxima, pede licença e senta-se ao meu lado. Depois de uma conversa básica na qual estabelecemos quais nossos níveis de contato com o aniversariante, aconteceu um silêncio constrangedor. Ele olhou pro meu pé enfiado em um escarpin zebrado e disse:

Segue diálogo com meus pensamentos entre **

- Eu posso dizer muita coisa sobre uma mulher só de olhar o sapato dela...

*ele é veado ou vendedor de sapatos*

- É mesmo?
- É sim. Por exemplo, esse seu escarpin de zebrinha...

*ele é veado*

- Sim?
- Mostra que você é meio sem noção...

*ele é o homem da minha vida!*

- Por quê?
- Onde já se viu vir num lugar assim com um sapato desses?

*ele é louco!*

- Mas hein?
- Isso aqui é um baita bar de gente metida a besta. E você com esse sapato...
- Ué, eu gosto de zebras.
- Ah, eu gosto de zebras, de hipopótamos...

*ele é louco E é o homem da minha vida*

- Jura??
- Juro. Ano que vem vou pra Africa fazer um safári fotográfico.

* ele é louco E é o homem da minha vida E é rico!!!*

- É meeeesmoooo????
- É, vou levar minha noiva...
- Ah. Boa viagem.

*cadê o garçom pra eu pedir muito mais vinho?*

Não conheci o homem da minha vida, não vou à África e o vinho nem era tão bom. Mais uma noite regular de terça feira em São Paulo.



as 03:25 AM 11 YA REALLY!
May 18th, 2006

Preguiça de fazer um post inteiro

Qual a possibilidade de duas pessoas que não se vêem há anos se falarem no msn e descobrirem que ambas estão jantando e lavando roupa naquele exato momento, sendo que tal momento é à uma da manhã de quinta feira?

Se uma das pessoas for eu, enorme. Gigante, mesmo.

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Festa do copo fechada, sábado.

Precisa ir de vermelho? Tem que levar o próprio copo ou vão dar de presente?

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Ele ligou. Bendito PCC que enche o coração dos outros de medo e faz as pessoas lembrarem que estão vivas e que a vida é transitória e deve ser vivida em sua plenitude.

Ele ligou, oras.

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Com que roupa se vai numa festa de blogueiros?

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Como faço pra acordar amanhã às cinco e meia da manhã?

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Alguma alma caridosa pode ir comprar ração de gato pra eu alimentar as crianças? Tá frio demais pra ir no pet shop e eles tão com fome.

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Exatamente quando é que comprar sapatos se torna uma necessidade fisiológica?

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Alguém me faz parar, por favor.



as 09:27 PM 11 YA REALLY!
May 23rd, 2006

Copo de quem?

No copo vermelho tinha umas melecas aí.

Eu comi pão de mel a rodo, dancei até, cheguei em casa de manhã.

Uma belezinha de festa. Da próxima vez, sugiro convidar menos blogueiros e mais seres humanos.

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Duas coisas bonitas:

Hoje a Cyntia foi chamada de tia pela sobrinha pela primeira vez. E chorou que nem besta.

Marcio, o amigo da Mothra, comprou um apartamento. E ficou todo feliz, apesar de agora querer ter filhas gêmeas. História longa.

Enfim, foram duas coisas bonitas: uma amiga feliz sendo tia, um amigo orgulhoso do fruto de seu trabalho.

Eu, morando de aluguel, sem sobrinhos.

Tenho gatos.

************************************

Preguiça danada de escrever.

Um dia passa.


as 01:03 AM 4 YA REALLY!

Qual o pior fora da sua vida?

Um ex namorado meu me largou por telefone um dia antes de meu avô morrer.

Quando ele soube, me ligou:

- Como você está?
- Como você acha, seu idiota? Você me deu um pé na bunda e meu avô morreu, porra!
- Er. Meus pêsames.

Uma vez, ouvi de um cara que eu era inteligente demais pra ele.

- Mas eu posso ficar burra...

Outra vez, um namorado me disse que o problema não era comigo, era com ele. E era mesmo: problema de gostar de amiga minha.

Já o marido, depois de muito enrolar, confessou que estava saindo com uma loura do trabalho. Agora já colocou até "namorando" no Orkut. Não lhes desejo mal nem nada - apenas que o cabelo dela caia em tufos, como uma espécie retribuição cármica.

Houve uma vez épica, com um baterista, que me deu o fora por carta, enviando 4 páginas de explicações detalhadas sobre como e por quê nosso relacionamento nunca daria certo. Liguei pra ele:

- Como você manda uma carta dessas?
- Ah, precisava te falar essas coisas...
- Você acabou de sair da minha casa!!! Podia ter falado ao vivo!
- Ah... não tive coragem...
- Covarde!
- Não fale assim...
- E quando eu disse que você não tinha atravessado aquela do James Brown era mentira!
- Carai!
- Covarde e desafinado, enfia as baquetas no cu!!!

Nunca mais nos falamos. Não sei porque. Hoje ele tem uma banda de relativo sucesso. Um dia ainda compro o CD.

Mas hoje foi complicado.

Depois de anos de galinhagem, um colega de faculdade anunciou que ia se casar. Ficamos todos muito felizes por ele e ele anunciou em praça pública que estaríamos todos convidados. Vivas. Gritos. Rodadas de cerveja.

A turma trocou e-mails loucamente desde então, combinando detalhes da cerimônia, roupas, pontos de encontro, etc. Até que hoje recebi um e-mail que farei questão de transcrever aqui:

"Gabi,

Eu não queria ser indelicado com vc mas já que vc insiste.

Faz mais de dois anos que não tenho contato nenhum com vc e agora vc simplesmente fica se convidando para ir ao meu casamento. Eu acho que se vc não recebeu o convite é porque não foi convidada e não sera bem vinda. Desculpa a sinceridade mas vc é muito cara de pau para ficar mandando esse tipo de e-mail se convidando para o meu casamento e incluindo outras pessoas que tambem não estão convidadas."

Não fui convidada e não serei bem vinda: É, de longe, o pior fora da minha vida.

Esse cara tem classe. E estilo.

Parabéns, amigão!
*levanta o troféu joinha*

O mais engraçado: quando eu me casei, convidei o féladaputa. E ele bem que foi.

O mundo é muito injusto mesmo.





as 11:59 AM 11 YA REALLY!
May 25th, 2006

Vamos estar te assustando

Eu pago minhas próprias contas - quando não esqueço delas, claro, como tão gentilmente me recordou a gravação da Telefônica hoje pel manhã.

Hoje entro um pouco mais tarde no trabalho e me preparei para dormir gostosinho até as nove da manhã. Estava com uma baita enxaqueca ontem, então tomei Neosaldina e um banho quentinho, por volta das 8 da noite. Com o frio que faz lá fora, coloquei edredons fofinhos sobre o lençol lilás, chamei os gatinhos pra esquentar meus pés e empacotei.

Dormi um soninho maravilhoso e quentinho, até que às sete da manhã toca o telefone.

As sete da manhã ou é desgraça ou é chefe, por isso atendi rapidamente já pensando no pior, e quando ouvi a voz sepucral do outro lado da linha já imaginei que fosse o telefonista do IML:

- Alô!
- Prezado cliente:
- Alô?
- A Telefônica informa que até o presente momento...
- Afe.
- Não acusamos recebimento da sua conta com vencimento em...
- Alô? Alô?

A ligação havia caído. Suspirando, levantei-me e fui ligar no 103 pra descobrir qual conta eu não havia pago. Uma voz saltitante me atende:

- 103 15 Taciana, bom dia, em que posso ajudar?
- Oi, Taciana, eu preciso saber qual conta estou devendo...
- Claro, senhora! Vou estar verificando!!
- E eu vou estar aguardando e cortando os pulsos...
- Como, senhora?
- Nada não. Esteja verificando, por favor.

*musiquinha de espera irritante*

- Senhora, é a conta de maio, com vencimento assim assim e valor assim assado!
- Ok, obrigada, vou pagar...
- Senhora! Aproveitando, estou vendo que o Speedy da senhora é o plano Light!
- Sim?
- Não gostaria de estar migrando para o plano super, por apenas mais cinquenta reais por mês?
- Não, obrigada.
- Mas o plano super permite download de *valor alto* de megabytes por mês! E a velocidade de navegação é de *valor alto*!!
- Eu sou só uma usuária.
- Mas o plano super vai estar atendendo à todas as suas necessidades de usuária e mais!
- Taciana, eu sou uma caloteira... não pago nem o light, porque você está tentando me vender o super?
- Er... Algo mais, senhora?
- Não, obrigada, vamos estar desligando agora, tá?

A pergunta que não quer calar: por que a voz da gravação me avisando que não paguei parecia a do dublador do Boris Karloff e a de Taciana, telemarketer extraordinária, era uma voz animada e tentadora?

Acho que a Telefonica está querendo me asustar.

******************************************

Update do barraco do casório: Como sou uma moça fina, mandei um e-mail para todas as meninas da turma comentando o assunto.

Barraqueiras que somos, já armamos um complô. Várias pessoas não vão, outras vão e não vão dar presentes, essas coisas. E os excluídos irão fazer uma festa e não vão convidar o autor do e-mail.

Sou uma diva barraqueira.




as 09:45 AM 12 YA REALLY!
May 26th, 2006

Lavo, passo, cozinho e solto hadouken*

É de conhecimento público que sou uma moça muito prendada.

Sei cozinhar bem, faço desde o trivial variado até nouvelle cuisine e feijoada.

Lavo roupas separando as brancas das coloridas, uso amaciante segundo as instruções do fabricante, uso alvejante para roupas coloridas com prazer.

Sei passar roupas e deixar os lençóis estalando de tão esticados, e sei arrumar a cama como aquelas de hotel.

Uso óleo de peroba nos móveis de madeira, limpo e desinfeto banheiros, penduro mesas e suportes de microondas, organizo roupas por cor no armário.

Enfim, uma dona de casa das mais completas.

O que ninguém sabe é que eu não tenho o menor saco de fazer tudo isso, toda semana.

Então eu tenho uma faxineira. A atual se chama Zilmara, é mais baixa que eu e deve pesar uns 40 quilos, molhada e de sapato. Quando venta muito, tenho medo que a Zil saia voando.

Ela vem à minha casa às sextas feiras e deixa tudo um brinco para o final de semana.

Quando você sai da casa da mamãe, rapidamente descobre algumas verdades universais:

Contas não se pagam sozinhas. Mas pra isso existe o débito automático e a negociação com a Mastercard.

Comida não brota da geladeira. Só aquela batata que esqueci lá por 3 semanas e que gerou todo um ecossistema no gavetão de verduras, mas isso é outro problema.

A louça não é transportada misticamente da pia para o armário, arrumadinha.

Pêlos de gato não são reabsorvidos pelo organismo felino. Eles precisam ser aspirados ou viverão em seu sofá pra sempre.

Suas roupas não reaparacem em seu armário, passadas e cheirosas.

Você precisa de uma Zilmara, ou de uma Lu, ou Maria, ou Dayse...

Elas salvam nossas vidas e transformam a bagunça em um local agradável pra se viver.

Hoje de manhã, saí correndo pra trabalhar e esqueci de deixar a chave. Zilmara me liga a cobrar do orelhão, indignada:

- Você não deixou a chave.
- Putz!!!!
- A casa deve estar a maior bagunça!
- Está mesmo... você pode vir amanhã?
- Sábado???
- É... eu vou trabalhar amanhã e...
- Tá, tá. Eu vou.

Morrendo de vergonha, desliguei e separei o dinheiro de duas conduções da Zil. Amanhã ela virá e me resgatará das profundezas.

Vou fazer uma comidinha boa pra ela e ela vai me perdoar, se tudo der certo.

Caso não dê, semana que vem não terá post: passarei meus dias a limpar.

* Agradeço ao Zé por me ensinar a soltar hadouken e me dar a idéia do título do post. Obrigada, e nada de comer nada por aí.



as 08:58 PM 18 YA REALLY!
May 28th, 2006

Biscoito Chinês

Hoje cheguei pra trabalhar as sete da manhã, depois de uma quantidade absurdamente insuficiente de horas de sono.

Perturbada por sonhos com anões entregando correios elegantes para gueixas - ou talvez não tenha sido um sonho - comecei os procedimentos para abrir a loja, os caixas, o fundo de troco...

Aí contei cerca de quinhentos reais em moedas e meu cérebro fundiu, claro.

Atarantada, me refugiei na sala da gerência, de onde saio eventualmente para tomar cafés periódicos e me manter em movimento, trabalhando e acordada até as 21:30, fim do meu dia de trabalho.

Num desses momentos de lazer cafeinal, sentadinha e quentinha, abri meu Orkut e lá estava, tal qual um biscoitinho da sorte:

Sorte de hoje: O coração é mais sábio do que a razão.

Damm!

Os números da mega sena essa droga não dá, não?

****************************
Update: fortes emoções no trabalho.

Minha colaboradora me chama:

- Patroinha, vem cá... é urgente.
- Ok...
- Olha o sistema.
- O que tem o sistem...Puta que o pariu!!!
- Pois é.
- Que tela preta é essa?
- Sei lá.
- E que troço vermelho piscando é esse?
- Não sei.
- Liga pro cara da técnica.
- Liga você.
- Odeio ser chefe.

*liga*

- Oi, Herner! pode falar?

*som de churrasco ao fundo*

- Posso sim.

*mastiga*

- Ok.... o sistema... ele... bem, a tela está preta e tem um troço piscando vermelho e fazendo bip bip.
- Ah, reinicia o sistema.
- Control Alt Del?
- É.
- Certeza?
- Manda ver.
- Ô Cris! Dá um control alt del aí!
- Patroinha, certeza?
- Manda ver!!

*espera tensa*

- Tá funcionando!
- Aleluia! Herner, tá tudo bem...
- Ok, vou comer agora.
*desliga*

Enfim, tudo está bem quando termina bem.



as 02:34 PM 14 YA REALLY!
May 29th, 2006

Segunda feira sempre é uma beleza!

Hoje foi um dia de fortes emoções para mim.

Depois de muito trabalhar no final de semana, aproveitei o dia de folga lindamente: acordei bem tarde, sem sonhos com anões.

Depois almocei com o ex-marido e o obriguei a comer comida saudável, num restaurante natural, para que ele relembrasse os bons momentos de nosso relacionamento.

Aí fui pra 25 de Março, em busca de complementos para minha fantasia de diva, que usarei na próxima sexta. Comprei uma linda coroa de brilhantes e mais umas bobagens que eu precisava.

Na saída de uma da lojinhas, uma gangue de assaltantes lutadores de kug fu me abordou e tentou roubar minha nova coroa. Eu reagi, mandei um sidekick no peito de um, soltei um hadouken na cara do outro, dei um rabo-de-arraia no mais distante e eles desistiram.

Mentira, na verdade foi só um moleque de rua que puxou a alça da minha bolsa. Eu puxei de volta e gritei:

- Tá louco, moleque??
- A bolsa aê, tia!
- A bolsa o cazzo! Larga isso!!!
- Foi mal aê, tia...

Ele desistiu do roubo e foi achar uma vítima menos resistente.

Na hora de vir embora, estava eu tranquilamente sentada no metrô, devaneando sobre o momento no qual eu chegaria em casa e colocaria minha coroa, quando as luzes se apagam, o ar condicionado desliga e eu começo a sentir um cheiro de queimado.

Quando você se vê numa situação de possível pânico, a primeira coisa a se pensar é se as pessoas próximas a você parecem personagens de filme de ação.

No vagão comigo tinha um gay, um casal de adolescentes, um rapaz negro, uma senhora de idade, um rapaz fortão e uma moça com blusa decotada. Pensei:

- Ferrou. Só faltou uma freira e uma criança doente. Eu e o negro bonito ali vamos ter que salvar os demais de uma bomba no metrô.

Eu já imaginava os créditos iniciais de um filme do Will Smith, quando chegamos à Estação Clínicas. O trem parou, abriu as portas e...

- Gente, olha a fumaça!!

Era a senhora de idade que apontava para o meu banco e mostrava um monte de fumaça cinza que saía dali.

Levantei correndo, pra deixar claro que não era pum.

Pânico. As pessoas do nosso vagão saíram e ficaram na plataforma. Como eu previa, o rapaz deu uma de herói e fez todos saírem do trem. A moça decotada, sabendo que seria a primeira a morrer, já se aproximou do fortão. O gay fez uma piada. Eu, como sou bem mais sensata que mocinha de filme de ação, fui até o telefone de emergência da plataforma e chamei a SSO ao invés de abraçar o rapaz e dizer uma frase de efeito.

Em segundos, surgiu uma profissional do metrô com um radio. Comunicando-se sem parar, ela abriu uma tampinha do lado do trem:

- Xiiiiii.

Isso não é uma coisa boa de se ouvir a caminho de casa e com uma coroa de brilhantes na sacolinha. A funcionária falava e falava no rádio. Depois de alguns minutos, ela nos liberou para que entrássemos em outros vagões e o trem pôde seguir sua viagem. Um pouco desapontada por não poder mostrar meus dotes de kickboxer, desci na Sumaré e fui pra casa.

Chegando em casa, abri ansiosamente os pacotes e...

A coroa ficou lindíssima, é claro.

Estou usando-a agora.

Mentira, não estou. Mas estou com vontade.


as 10:26 PM 7 YA REALLY!
May 30th, 2006

Ele de novo

Eis aí­ meu Orkut.

Sorte de hoje:
Você e sua mulher terão uma vida feliz

Eu e minha mulher?

Deve ser a Ísis.

********************

Update: Letra de música levemente temática - apenas porque estou ouvindo-a sem parar.

Fuck Forever - Babyshambles

What Im saying, what I'm saying
Whats the use between death and glory?
How d'you choose between death and glory?
Happy endings, they never bored me
Happy endings, they still don't bore me
But they, they have a way
They have a way to make you pay
And to make you toe the line
Sever the ties
Oh I'm so clever
But cleverly wise

Fuck forever
If you don't mind
Oh can we fuck forever?
Good pal of mine, of mine, of mine, of mine, of mine

Oh whats to tell between death and glory?
Whats to tell between death and glory?
New lab-our and Tory
Pergatory and no happy families

Oh, so what I'm saying
What I'm saying
No, its not the same
Its not supposed to be the same
Oh, I'll tell you about the way
The way they make you pay
And to make you toe the line
Sever the ties
Oh, you're so clever, oh yeah
But you're not very nice
So I say fuck forever
If you don't mind
'Cause I'm stuck forever
Stuck in your mind, your mind, your mind,
Do you mind?

Oh they have a way
A way to make you pay
And a way to make you toe the line
Sever the ties
Oh so clever
And so very wise
So fuck forever
If you don't mind
I'm stuck forever
In your mind, your mind, your mind,
Do you mind?


as 11:39 PM 10 YA REALLY!


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