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Eu por mim mesma
30 anos, paulistana, corinthiana, blogueira, dona de 4 gatos, viciada em chocolates, séries, cinema e livros, entre outras nerdices.



Yoomp

Entries for October, 2006

October 3rd, 2006

Em construção

Viajei no fim de semana. Uma belezinha.

Depois eu faço a descrição completa, mas por enquanto divirta-se aqui ou aqui.



as 03:33 AM 2 YA REALLY!
October 4th, 2006

The Hills are Allive with the Sound of Music

Tudo começou no sábado, seis da manhã. Ainda escuro, Marcio passou aqui em casa para me cooptar para a viagem.

Enquanto eu tentava abrir os olhos e me comunicar, lembrei que o CD player do carro dele não funciona. Depois de quase três horas de Dutra, falando besteiras sem parar pra preencher os espaços entre uma cidade e outra, chegamos à Itatiaia, resgatamos a Beta e bora pro Parque.

Paramos no posto de informações turísticas:

- Moço, queremos uma trilha bacanuda!
*guardinha avalia o nerd e as gordinhas*
- Olha, gente, tem a trilha do laguinho... são 400 metros e lá tem uma área de piquenique...
- Bah! Queremos desafios!
- Tem a do Véu da Noiva, um quilômetro, tem uma vista bonita...
- Nhé, isso é para amadores!
- Bom, tem a Três Picos... mas é difícil...
- Opa. Fale mais.
- São seis quilômetros, tem uma parte de subida longa, tem lama, pedras, trechos arriscados e pelo menos um monstro igual ao do Lost que come gente.
- É essa!!!

E partimos, com nossas mochilinhas com barras de Nutry, água e biscoitos.

Sobe, sobe, sobe. Lama. Mato. Sapo. Mais lama. Mais subida. Mais um sapo. A cada trecho de ascensão eu pensava: "Cara, como vou descer isso de volta depois?"

O lugar é bem bonito, uma triha de mata fechada, como eu gosto. Árvores cobertas de musgo, névoa, cachoeirinhas pequenas.

Depois de muitas horas de subida, percebemos que eram seis quilômetros DE IDA, mais seis na volta. Quando eu e Beta íamos desistir, Marcio surtou, subiu até o fim e desceu dizendo que o lugar era lindo e tal. Subimos, e realmente, era uma cachoeira linda.

Não sei se era efeito da altitude - falta de oxigênio no cérebro faz alucinar, né? - mas era um lugar belíssimo. Pedras verdes, cobertas com musgo úmido, cercavam uma água gelada de travar os dedos. A água tinha um gosto muito limpo e era transparente, formando piscinas nas quais era possível ver o fundo. Subimos até bem alto, sujamos os traseiros de lama e musgo, mas valeu a pena.

Depois de um pequeno acidente no qual o Marcio confundiu um poço de mais de metro de profundidade com uma poça rasinha e acabou se molhando todo, iniciamos a descida.

Eu tive que parar para um xixi no mato. Pô, seis horas de trilha, né? Aí achei um trecho adequado e quando ia abaixando... um sapo. Fiquei pensando quem ia se assustar mais, se o sapo levando xixi nas costas ou eu com um sapo pulando na minha bunda. Mas tudo bem, eu consegui achar um local mais privado e resolvi o problema sem destruir a fauna local.

Aí a cada trecho da descida eu dizia:

- Gente, nós subimos por aqui? Onde eu estava com a cabeça?? O que eu estava pensando?

Resmunguei por quilômetros, para gáudio de meus companheiros de viagem.

Chegamos mortos ao carro e descobrimos que o pneu estava furado. Marcio, como bom macho alfa, trocou o acessório, enquanto dois guardas florestais observavam sem mexer um músculo. E mencionei que tava chovendo? Então, começou a chover bem forte.

Fomos pra cidade, tomamos banho, conseguimos uma pousada hospitaleira e caridosa (leia-se barata), fomos até Penedo e destroçamos um rodízio de fondue, e fomos dormir antes das dez da noite, com o corpo moído.

No domingo, como desgraça pouca é bobagem, fomos fazer mais uma trilha, dessa vez do lado do parque que tem o Pico do Itatiaia de fato - o lado com pedras. A vegetação é bem diferente, um mato seco, mais baixo, nada de árvores.

Mas também é lindo.

E muito alto: chegamos a 2350m de altitude e tenho fotos para provar. Nessa altura, cada passo é um sacrifício. Subimos uma trilhinha para ver umas flores e eu quase morri. Mas valeu o esforço: ver as nuvens se aproximando, a metros de distância, é muito bonito.

Quando estávamos bem no alto, no Abrigo Rebouças, começou a chover. Uma chuva fina que entrava pelas roupas e gelava até a alma. Comemos nosso almoço de sagadinhos, água e chocolate, pra ver se a maledeta passava. Não passou. Aí voltamos correndo. Quando estávams subindo, a cada passo víamos uma coisa bonita e páravamos para fotos. Na hora de descer era mais ou menos assim:

- Olha um pássaro.
- Morra.
- Olha a perereca.
- Morra.
- Olha um riozinho.
- Morra.

Chegamos ao fim encharcados, mas ainda felizes, para diversão do guarda, que tirou uma foto bacana dos três molhadinhos.

Voltamos pra São Paulo, a Beta ficou em casa até segunda de noite, tivemos um dia bom de ócio e preguiça.

Era exatamente o que eu precisava num fim de semana: cansar o corpo, relaxar a mente, ver coisas bonitas, pisar na terra.

Tô pronta pra outra.


as 01:32 PM 12 YA REALLY!
October 9th, 2006



De tempos em tempos, eu perco muito a inspiração, a vontade de escrever.

Não é isso que está acontecendo agora.

Eu apenas estou canalizando todo o meu desejo de escrever para outro projeto, uma outra coisa que está saindo da minha cabecinha estranha.

Quando (e se) tiver novidades, eu aviso.

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No mais, fim de semana diarinho: aniversário da Lelê num lugar cheio de gente barbuda e revoluncionária, num sambão onde me acabei, botequinho na Paulista com a turminha e um cinema que nunca aconteceu: até agora não vi Dália Negra, porque num dia não tinha dinheiro e no seguinte não tinha sessão.

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Preciso voltar a funcionar num horário normal. Cada vez que durmo com o dia clareando me sinto uma parasita da sociedade.

Ou isso ou arrumar um emprego de guarda-noturna.

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Queria sair pra dançar, queria cortar o cabelo, queria comprar um cinto de rebites, queria passar a roupa que se acumula sobre a máquina, queria dormir e sonhar coisas boas, queria comer chocolates, queria almoçar e jantar sem preocupações, queria não ter que pensar no futuro, queria ter mais dinheiro no banco, queria conseguir fazer tudo que tenho pra fazer sem hesitar, queria entender metade do que está se passando agora, queria trabalhar, queria uma tatuagem nova, queria que minha câmera funcionasse, queria resolver tudo num dia só e de uma só vez, queria acordar daqui dez anos e ver o que havia acontecido, queria que o feriado chegasse logo, queria que o Natal chegasse logo, queria que a Vivo parasse de me ligar, queria que meus futuros empregadores me ligassem, queria parar de pensar por um minuto que fosse e que me permitisse respirar, por um minuto só.

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Em novembro vou a um retiro budista.

E acho que vai ser bom pra mim.


as 01:37 PM 11 YA REALLY!
October 10th, 2006

Portadora

Estava eu preenchendo um cadastro de curriculum num desses sites que ajudam a gente a tirar o pé da jaca. As perguntas são sempre as mesmas: experiência, cursos, formação.

Nesse me deparei com uma nova: "Possui Deficiência?"

E embaixo tinha um monte de quadradinhos para você clicar e informar qual sera sua deficiência, se física, como ausência de membros, surdez, cegueira, ou se mental, como Down.

Existe uma lei que afirma que as empresas têm que ter 5% de seus quadros preenchidos por portadores de deficiências. É uma lei interessante, que busca inserir na sociedade pessoas que de outra maneira talvez não achassem emprego por conta de preconceitos idiotas.

E lembrei que eu também sou portadora de uma deficiência:
Autismo emocional.

Aí eu procurei no site todo, mas não achei esse campo.

Autismo emocional, down amoroso, amputação de sentimentos, estupidez cardíaca, nada disso tinha lá.

Ninguém está interessado se você dorme sozinha todos os dias, ou se você compra uma sanduicheira para um sanduíche só, ou se você arruma um móbile de elefantes para pendurar na sua sala sem ter pra quem ligar e perguntar se a pessoa aprecia paquidermes ou se prefere um pôster do XV de Piracicaba.

A nossa solidão é só nossa, meus amigos.

A deficiência emocional pode ser de grande influência na sua vida, mas aparentemente não faz a menor diferença na hora de procurar emprego. Talvez porque a ausência de um braço seja visível a olho nu e a ausência de noção amorosa não salte tanto aos olhos.

Vou exigir um projeto de lei. Quero cotas de pessoas com relacionamentos bizarros, sem relacionamento algum, com casos secretos, com paixões platônicas, com obsessões profundas, com namoros disfuncionais, com casos fortuitos.

Nem pelas entrevistas iremos passar: teremos que ser contratados imediatamente, pois não temos estrutura emocional para passar por todo o stress dessas situações.

Igualdade já: autistas emocionais também são seres humanos.

as 03:37 PM 14 YA REALLY!
October 15th, 2006

O que é um feriadão, não é mesmo, minha gente?

Este feriado está sendo vivido intensamente. Estão em São Paulo: Beta, Alf, Diego e Dante. Então são muitos programas acontecendo ao longo desses dias.

Tudo começou na quinta feira, quando me atrasei duas horas para buscar Beta e Alf na rodoviária. Eles são tão finos que nem ligaram pra esse fato.

Almoçamos no shopping, fomos tomar cerveja no Valadares, e à noite fomos parar no Vegas. Balada indie limpinha e arrumada, primeira noite de dança entusiasmada. Pessoas vestidas de maneira estranha, sendo que um deles usava um chapéu de tirolez.

- Pô, eu tô numa balada indie, não na Oktoberfest!
- Calma, Eric, dança aí.

Sim, minha gente, Eric dançou - e muito. Surpreendendo a todos, ele mostrou desenvoltura na pista de dança, chacoalhando o esqueleto ao som de The Killers, Libertines, Clap Your Hands Say Yeah! e até mesmo Baby Got Pack, aquela música absurda sobre mulheres com bunda grande e os homens que as amam.

Já o Zé só ficou feliz quando tocou The Clash. E Toy Dolls. E sei lá mais qual música de punk 77 que rolou. Nesse momento, ele abandonou sua postura habitual cerveja-numa-mão-cigarro-na-outra e deu uns passinhos emocionados, batendo os pés. É assim que punk dança, né?

Sexta, dia de cultura: Bienal de Arte de São Paulo.

- Beta, é uma instalação?
- Não, é o banheiro.

Bacana.

O segurança contou uma história complexa: uma polonesa visitou uma obra que consistia em diversas vestimentas de plástico, que podiam ser experimentadas pelos passantes. Com gestos, a monitora indicou que a moça deveria tirar os sapatos para experimentar os sapatos plásticos. A polonesa tirou. Na sequencia, a moça decidiu experimentar um vestido - e começou a tirar a roupa toda. A monitora foi lá impedir e o segurança:

- ...e eu falei, pôxa, deixa a moça tirar a roupa... É um trabalho muito cansativo ficar aqui de pé 12 horas, a gente precisa relaxar, não é mesmo?
- Er... Tá.

Depois, vimos uma obra toda feita de açúcar, retratando o centro de Recife adornado com marcos arquitetônicos de todo o mundo:

- Será que dá barata? Mosca? Ai, que nojo, gente.
- Gabi, é arte.
- Eca.

No meio do segundo andar, um canteiro de arruda. Todas murchas. Morrendo.

- Gente, ninguém vai regar essas arrudas?
- Sei lá.
- Pô, esse cheiro de arruda murcha tá fogo... e eu tô cansada... acho que vou sentar aqui...Ô, moça da segurança, pode sentar aqui ou é instalação?
- Pode sentar.
- Mas é instalação, né?
- É.
- Tô ficando boa nisso!

Depois de relaxar um bocadito no canteiro, Alf decreta:

- Tô indo embora.É muita arte pra mim.
- E aquilo ali, é arte ou tá em construção?
- Tá em construção.
- Droga.

À noite, Rose Bombom básico com direito amuito anos 80, dança e performances.

No sábado, Galeria do Rock, compra de buttons engraçadinhos e enfim, encontro de blogueiros. No Puppy nos juntamos, mas fomos escorraçados de lá por uma trupe de operadores de telemarketing que gritava palavras de ordem para encorajar os membros do grupo na difícil tarefa de tomar cerveja.

Encontramos refúgio no Asterix, o templo da cerveja honesta de São Paulo. Muitos spams depois, pagamos a conta e mais uma vez: balada. Dessa vez na Bubu, local fino onde o DJ me agraciou com três, eu disse TRÊS músicas da Madonna. Agradecimentos ao Daygo, que me levou ao local e me puxou pra cima do palquinho.

- Pô, Daygo, tem uma bicha espaçosa me empurrando... E eu odeio bicha espaçosa. Adoro bicha fina, sabe?
- Ai, fala alguma coisa pra ele.
- Deixa ele acabar a performance de canto... performance é muito importante pra bicha enquanto ser humano.

No fim, me acabei de dançar mais uma vez.

No domingo, o plano é ir à Liberdade comer um yakissoba caprichado e comprar xampus na Ikesaki.

E à noite começa uma coisa nova por aqui.... depois eu conto, porque agora eu vou dormir. Pô, o dia amanheceu, minha gente, e eu aqui postando.



as 05:53 AM 5 YA REALLY!

Hasta la vista, beibis

Pois bem, minha gente, este é o último post a ser feito por aqui durante um tempo.

Vou me enfiar em uma casa virtual cheia de blogueiros.

Vale um iPod.

E eu preciso muito de um iPod.

BIG BLOGGER BRASIL 4

Visitem-me, torçam por mim e me façam feliz.

Beijo, me liga!

as 06:58 PM 19 YA REALLY!


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