|Home|  

Eu por mim mesma
30 anos, paulistana, corinthiana, blogueira, dona de 4 gatos, viciada em chocolates, séries, cinema e livros, entre outras nerdices.



Yoomp

Entries for December, 2006

December 2nd, 2006

Libertas Quae Sera Tamen*

Livre! Livre, enfim!

Saí do BBB depois de uma briga com o Eduardo - logs picantes à disposição dos curiosos, me procurem no msn -  desavenças criativas e agora poderei postar loucamente.

Aaaah, que delícia.

*acaba o assunto*

Enfim, o mais gostoso desse BBB foi conhecer as pessoas bacanas que estavam lá. Muitos viraram amigos, com conversas em msn, risadas, chats bagunçados... Aliás, obrigada aos que votaram em mim no fim. Meninos, valeu! o/

E o melhor de tudo mesmo: na hora da votação final ver os amigos votando, fazendo propaganda nos blogs, perguntando a cada 5 minutos como ia a contagem de votos, na maior torcida.

Descobrir que gente que eu nem conheço tava fazendo propaganda de mim, achar pessoas que gostam do que escrevo e nunca falaram nada aqui...

Pena que um ser abjeto acabou com toda a farra  terminou.

Sério, não vou escrever muito hoje porque minha cabeça dói pra burro e eu vou deitar, mas assim que meu cérebro desinchar eu volto.

*Liberdade ainda que tardia, lema de Minas Gerais que certa vez traduzi por "liberdade ainda que à tardinha" numa prova de Geografia na sétima série.



as 08:38 PM 21 YA REALLY!
December 4th, 2006

Bug criativo

Estou sofrendo da mesma síndrome que acometeu os participantes do BBB. Enquanto estávamos dentro daquela casa excomungada, os posts pipocavam em nossas mentes ociosas e éramos obrigados a escrever besteiras sobre gente presa na despensa.

Depois de sair, os posts sumiram.

Nesses 45 dias aconteceu muita coisa na minha vidinha: fui a um retiro budista, quitei dívidas com a Renner, vi filmes legais, fui ver o Olga discotecar, ganhei na mega sena, viajei pra praia, fui atrás de uma gatinha pra dar de aniversário pra Lilian, conheci gente legal no aniversário da Alê, fui diversas vezes à Galeria do Rock, comi comida indiana, decidi que vou virar vegetariana, fui sorteada pra ir à lua, quase dei uma entrevista no Fantástico e fui ao programa do Netinho.

Tá, tem umas mentiras aí em cima, mas o fato é que rolaram diversas coisas interessantes e eu acabei não podendo postar por conta do tal programa. Aí perdi o fio da meada e não tem sentido algum relatar aqui coisas de tempos atrás. Faz assim: quando eu precisar de assunto, faço um flashback e relato algo desses dias.

Hoje, como sempre ocorre quando há falta de assunto, seja no elevador ou num coquetel de lançamento de livros chatos com vinho ruim sendo servido, vou falar sobre o tempo na cidade de São Paulo.

Tá calor aqui, né?

Agora tá frio, né?

Agora tá chovendo, né?

Odeio esses momentos.



as 12:37 PM 13 YA REALLY!
December 5th, 2006

Pedido de Ajuda

Se alguém souber como arrumar os comments abaixo, pelamordedeus me ajuda.



Não aguento mais essa bagaça desconfigurada, sem poder usar acento.



Sério, manjo nada de programação, sei lá como faz, mas juro que um tempo atrás funcionava - e eu nem mexi em nada.



Alguém?



 





as 03:20 PM 15 YA REALLY!
December 7th, 2006

*timido*

Oi... Meu nome é Knox, e eu entrei no login da Gabi, pra ver se arrumava os comentários, e consegui. O único problema é que zerou todos os outros. Mas qualquer coisa, me add no msn.
E pensa que eu fiz isso de graça? Errou.
O preço foi colocar meu site aqui. o/
Flw gente.

http://arquivomaligno.blogspot.com


as 08:46 PM 5 YA REALLY!
December 8th, 2006

Cartinha de Natal

Hoje me peguei pensando na transitoriedade do tempo. Reflexões profundas e tal.

Na escola, os 20 minutos do recreio pareciam durar horas. Como a gente brincava tanto em vinte minutos? Hoje o tempo parece voar. Eu pisco, e pronto, lá se foram vinte minutos. Ou meia hora. Um episódio de Scrubs. Ou... puta merda, já é dia oito de dezembro de 2006.

Preciso montar a árvore de natal. E escrever minha cartinha pro Papai Noel:

"Querido Papai Noel, fui uma boa menina o ano todo. Tá, não o ano todo, mas boa parte dele. Ok, fui legal em alguns momentos. Menos naquela hora que briguei com a mocinha do McDonald´s. Ou quando mandei a vizinha tomar no cu. Ou quando roubei um sutiã. E quando... Tá, tá, eu fui um horror de menina, mas eu reciclo, amo os animais, tô tentando parar de comer carne e torço pelo Corinthians. Isso deve valer alguma coisa, né?

Enfim, será que o senhor poderia me trazer um emprego de natal? Não precisa ser nada demais, só um empreguinho básico. Coisa simples, mesmo. Só quero pagar minhas contas e sonhar com um vestido da Zara de vez em quando. Aliás, se não der pra trazer um emprego, traz o vestido da Zara, eu vou ficar feliz igual. Ou então um all star dourado. Ou a paz mundial. Qualquer coisa me satisfaz, cara.

Pra terminar, mande um beijo pros gnomos e pare de explorá-los com trabalho escravo, ok?

Um abraço, Gabi"


Pronto. Será que cola?

as 01:01 PM 15 YA REALLY!
December 10th, 2006

Vamos andar de patins ou ficar aqui sentados e imóveis?

Encontro de blogueiros é uma belezinha. Metade falta, e a metade que vai prefere ficar sentado na marquise do Ibirapuera falando besteiras ao invés de praticar esportes.

Tsc, tsc, tsc.

Fica a dica: o banheiro da Oca é o mais limpo do parque.

Enfim, não montei minha árvore ainda. Até terça eu resolvo isso.



as 10:52 PM 8 YA REALLY!
December 11th, 2006

Traumas infantis e mercado de trabalho

Eu tinha dois rolos de papel num local bem fácil. Um pacote fechado no mesmo lugar. Lembrei de mais dois pacotes no armário. E nenhum no suporte.

Enquanto realizava a operação pega papel-põe no suporte, eu pensei: será um trauma de infância? Por que diabos eu tenho tanto papel higiênico em casa? Isso é papel higiênico pra mais de mês.

E por que, com tanto estoque desse produto, não coloquei nenhumzinho no suporte?

Grande dúvidas as seis e meia da manhã.

Zonza de sono, voltei pra cama e sonhei que era criança, estava jogando volêi e sabia fazer todos aqueles sinais com os dedos.

Amanhã tenho terapia, contarei tudo a ela. Se eu não postar, vocês saberão que fui internada.

Hoje montarei a árvore de Natal. Vocês notam uma obsessão aqui?

Droga. Serei mesmo internada, ou pelo menos tomarei remédios fortes.

***************************************

Adendo: acabo de receber este e-mail:

"Prezada Ana Gabriela,

Estas são as últimas vagas de emprego publicadas que correspondem ao seu perfil e preferências de trabalho:


VAGAS INTERESSANTES EM INFOEMPREGO

Torneiro mecanico
Empresa: HidroTech-HT Equip
Estado: São Paulo
2 anos de experiência na area segundo grau
ver mais detalhes "

Não me admira que eu não arrume emprego, se tem site achando que minhas preferencias envolvem trabalhar como torneiro mecânico.

********************************************

Update 2:

Eric diz:
Você não devia desdenhar da vaga de torneiro.
Olha o Lula: começou lá, hoje é presidente.
Gabi diz:
eu desentupi a pia aqui de casa super bem, né?
Eric diz:
uhauhahuahahuhuahua
Gabi diz:
É verdade, lembra, do banheiro?
Tava entupida e eu resolvi facilmente!
Minha nova vocação!

Pois é. Tô enviando o Curriculum.


as 09:48 AM 11 YA REALLY!
December 13th, 2006

O Fiat 147 e o gordinho entalado

Por volta de 1987, eu era a feliz moradora de uma vila arborizada na zona Norte de São Paulo. Com cerca de 25 casas, eram três ruas fechadas: a Pracinha, o Retão e o Ladeirão. Assim, com letra maiúscula, porque eram os nomes pelos quais chamávamos esses pedaços de rua.

Entre as 25 casas, havia dezenas de crianças. Literalmente. E esse monte de molecada se dividia em duas turmas: a dos mais novos e a dos mais velhos. Os mais novos, dos quais eu fazia parte, eram crianças entre 8 e 12 anos. Brincávamos muito, de subir em árvore, de esconde esconde, de fazer guerra de mamona com os moleques da rua de baixo, de boneca, de teatro, de corrida.

Já os mais velhos, depois de passarem por misteriosas mudanças que envolviam crescimento de partes do corpo, surgimento de pêlos e engrossamento de voz, só queriam saber de desprezar as crianças mais novas, ouvir músicas, fumar escondido, lançar olhares fatais uns pros outros e sentar na pracinha.

A vida dos mais novos era muito mais legal.

Num dia qualquer, a brincadeira era descer o Ladeirão de skate.

André, o gordinho oficial da turma, não sabia andar de skate. Mas não tinha medo de nada, então quando o resto dos meninos começou a deslizar ladeira abaixo, André emprestou o skate de alguém, sentou em cima e zum!, desceu a ladeira com a velocidade que só pode ser atingida numa complicada equação envolvendo 80 quilos de criança, um skate e uma ladeira de Santana.

Eu estava entretida elaborando um complicado plano para atacar a rua de baixo com papel higiênico molhado, então não testemunhei essa parte. Só ouvi o barulho. Um barulhão, um ruído de algo encaixando em algo, entalando, esmagando.

Porque no fim do Ladeirão havia uma lombada, uma curva e o Fiat 147 do pai do Gustavo.

Por uma questão de Física, o André não conseguiu fazer a curva. E entalou seu corpo gorducho sob o Fiat vermelho. O skate saiu pelo outro lado, mas o Deco... a criançada toda saiu correndo pra ajudar. Puxamos pelos braços:

- Aaaaargh!!!
- Vamos lá, puxando!!!
- Tá doendo, pô!!!
- Foooorça!!!
- Pára, putz!!! Tá doendo!!
- Xiii, entalou de vez.

Gustavo, filho do dono do carro, queria chamar seu pai. Rechaçamos a idéia: todos sabíamos que era proibido descer o Ladeirão de skate, todos os pais já haviam prometido surras caso fizéssemos isso, porque descer uma ladeira de 100 metros com inclinação de quase 90 graus numa tábua sobre rodinhas era morte certa. Como iríamos explicaro André ali, entalado? Deixá-lo levar a culpa sozinho era inconcebível. Aos dez anos, lealdade é uma virtude automática. Cogitamos o uso de alavancas, manteiga pra deslizar melhor, bombinhas de São João...

- Bombinhas, Mauro?
- Ah, a gente explode o carro!
- Mas e o André?!
- A explosão sobe, não vai machucar o Deco não e...

Perdi o contato com o Mauro, mas tenho certeza que hoje ele deve ser um terrorista. Continuamos com as idéias esdrúxulas, até que o Diego decretou:

- Vou chamar meu irmão.
- Eles são tão metidos, Di...
- Ah, mas o Cris vai saber o que fazer.

O irmão mais velho do Diego era o Cris, um moleque de 16 anos, alto, com cabelos louros queimados de sol, sardas charmosas espalhadas pelo rosto, um verdadeiro rei da vila. Ele veio, acompanhado de seu séquito de mocinhas de 14 anos recém admitidas na turma dos mais velhos e de seus fiéis escudeiros, que tentavam em vão cortar o cabelo como o dele, sem nunca conseguir o efeito desalinhado casual perfeito.

- O que vocês fizeram com o Deco?
- Cris, ele entalou aí e não sai mais...
- Pô, vocês são muito crianças mesmo.
- Mas o que tem a ver a gente ser mais novo com o Deco ter entalado aí? Culpa dele mesmo que foi se meter a andar de skate sem saber, isso sim!
- Não enche, Gabi.

Me calei. Cris olhou para o Fiat, refletiu sobre a situação. Chamou seus amigos mais chegados e começaram a conferenciar, em voz baixa. Nós, solidários, aguardávamos perto do André, que por sua vez já havia se conformado em morar debaixo do carro pra sempre e me pedia um pedaço do meu chiclete:

- É só um teco, vai!
- Aí que você vai entalar de vez. Não dou.
- Muquinha!
- Baleia!
- Ô, me empresta a sua revistinha do Pato Donald, vai?
- Tá. Mas a história é repetida, quer a do Batman?
- Quero!

Enquanto André lia a história, Cris emitiu seu parecer embasado sobre a situação:

- Vamos levantar esse carro.
- Oooohhhhh!

Com as meninas suspirando, Cris chamou todos os moleques mais velhos da Vila. E eles vieram, com suas roupas fluorescentes, seus sapatos London Fog, suas camisetas da OP. Cercaram o Fiat 147, e começaram a levantá-lo. Com voz de comando, cujo efeito era apenas levemente estragado por uma desafinação comum aos rapazes da sua idade, Cris bradou:

- Puxem ele pra fora!

E nós puxamos, arrastando André de sob o carro, libertando-o das garras de metal do Fiat. Em câmera lenta, André se levantou, as meninas deram gritinhos, a criançada fez uma dança de comemoração, e os moleques soltaram o carro de uma vez só, fazendo com que o alarme disparasse. Isso estragou o efeito, porque todo mundo saiu correndo em direções diferentes, pra poder chegar em casa e fazer cara de santo quando os adultos fossem ver o que tinha acontecido.

- Ai, esse alarme do carro do seu Paulo vive disparando, né?
- É mesmo, né mãe?
- Tó, come uma maçã que a janta vai demorar.

Comi minha maçã, depois desci de novo pra brincar. Os mais velhos já estavam lá na Pracinha, fumando escondido e ouvindo Ira!. A molecada já estava correndo, andando de bicicleta, atirando insultos contra a rua de baixo. André já havia apanhado de sua mãe e sido devidamente coberto por mercurocromo, pra sarar os ralados.

A vida voltara ao normal na Chácara das Rosas, e os adultos nunca souberam o que houve entre o Fiat 147 e um menino gorducho, que uniu momentaneamente as duas turmas da vila, separadas pelo abismo da puberdade.

as 10:47 AM 17 YA REALLY!
December 17th, 2006

Terminando

Você entende que o ano vai acabar quando passa pela Paulista e vê as arquibancadas da São Silvestre e o palco do show sendo construídos.

Entre isso e o coral de bonecos medonho do Bank of Boston, você pensa:

- Ahhhh, então 2006 já era MESMO.

Aí você olha pro céu, suspira e pensa em tudo que aconteceu nesse ano, fazendo uma avaliação dos acontecimentos. Logo em seguida você corre pro ponto porque seu ônibus está chegando e pôxa, o ônibus pra sua casa demora a passar.

E você tem desejos de chutar os bonecos do Citybank, porque por Deus, eles são muito feios.

Mas agora, agora mesmo, tudo que eu quero é me enrolar no sofá e assistir filmes bobos em loop, com um balde de pipoca e um galão de guaraná.

Não quero pensar nas coisas que me chateiam. Quero achar o botão de liga/desliga na mina cabeça e apertar por uns tempos, funcionar no piloto automático e navegar por aparelhos.

Quero que minhas luzes pisca-pisca na varanda funcionem. Que meu apartamento fique limpo automaticamente. Que o gato perdido que mia algures nos telhados lá embaixo seja resgatado por alguém que o ame muito. E que o ano acabe logo, rápido, antes que eu comece a chorar.

Ops, tarde demais.

as 10:14 AM 11 YA REALLY!
December 19th, 2006

Milagre de Natal

As luzinhas da varanda se consertaram sozinhas.

Agora elas piscam normalmente.

Sabia que eu devia ter pedido pra ganhar na Mega Sena no post anterior.

Droga.

UPDATE: Não desligo as luzinhas desde que elas voltaram a funiocnar. Tenho medo de quebrar de novo. A Eletropaulo agradece.

as 12:59 AM 7 YA REALLY!
December 20th, 2006

Na contramão

É moda odiar o Natal? Todos os blogs que leio estão falando mal do Natal.

É um tal de dizer que é uma data hipócrita, que faz calor, que o shopping está lotado, que a comida é ruim, que tem que comprar presentes....

Eu adoro o Natal. Exceto pelo calor, mas aí nada tem a ver com o Natal, é uma questão de hemisfério e época do ano.

Eu amo as luzinhas que piscam. Amo a árvore enfeitada. Amo o peru decorado com pêssegos. Amo meu salpicão de frango e nozes. Amo o presente brega que ganho da avó.

Amo presentes. Presente não custa caro. O que custa mesmo - e que eu acho que as pessoas não querem gastar - é o tempo dedicado pra pensar em cada pessoa que você deseja presentear, e escolher algo que combine exatamente com ela, e que caiba em seu bolso. Amo comprar uma besteira que custa menos de dez reais, imaginando que um amigo vai adorar a miniatura de Star Wars do camelô.

Não acho uma época de falsidade. Não estou sendo hipócrita quando desejo um feliz Natal pra moça do caixa do banco: eu realmente desejo que ela tenha um feliz Natal, reunida com a família e amigos. E que ela não ganhe meias, nem calcinhas, a menos que ela goste muito de meias ou calcinhas. E que a maionese da tia dela não azede.

Natal pra mim é uma época boa. Tenho um espírito natalino inabalável, que nem mesmo a Simone cantando Noite Feliz pode derrocar. Tá, talvez ela consiga. Mas eu teria que ouvir essa música umas três vezes seguidas, pelo menos.

No fundo, eu ainda sou aquela criança besta que senta na frente da árvore e olha as luzinhas piscando. E fica dormindo com um olho aberto, esperando o Papai Noel chegar.

E não adianta dizer que o cara não existe: eu sei que vocês estão mentindo só porque são maus. Eu sei que ele existe, porque quem me confirmou foi o camarada Coelhinho da Páscoa.

Rá!

as 05:53 PM 14 YA REALLY!
December 22nd, 2006

Post Secreto

Quando fui trabalhar como bartender no inferno me avisaram pra procurar por lá uma mulher. Diziam que ela era o demônio, que ela tinha uma língua maior que a do Gene Simmons, que ela sabia de tudo e de todos.

Busquei por todos os lados daquele boteco sujo, mas acabei encontrando-a devorando um prato de mini coxinhas com catupiry numa mesinha com vista pra um poço de lava fervente bacanão. Cumprimentei:

- Boa noite.

- Vocês transam?

- Quem?

- Sei lá, me deu vontade de perguntar... achei bonito, isso.

- Você não me parece lá muito demoníaca, sabe?

Aí ela me mostrou a língua e eu gritei pra valer.

Depois que eu me acalmei, ela me chamou de canto e começou a me explicar um monte de coisas. Como entrar nas festas que envolvem utensílios domésticos de cores vivas ou naquelas total flex. Como ir a sessões de cinema no meio da semana, de tarde, com blogueiros, e sair viva. Como misturar bebida alcoólica com cereal matinal e comer tudo no café da manhã.

- Sacou?

- Saquei. Mas me diz uma coisa: como é que eu faço pra essa schin limão virar um guaraná diet bem geladinho?

- Assim. clec!

Ela estalou os dedos e lá se foi. Um guaranazinho no capricho, com gelo e laranja e tudo mais. Ela pode tudo, minha gente. Ou pelo menos ainda ninguém conseguiu convencer essa mulher de que tem alguma coisa que ela não faça.

Feliz Natal, goxtoza!

********************************************

Brincadeira de post secreto, sugerida pela Lilhá e topada pela Blogagi. Cliquem nos links e descubram quem mais participou da brincadeira.



as 06:13 PM 8 YA REALLY!
December 27th, 2006

Xiiiiii.....

Coisas que odeio:

1. Brócolis
2. Ficar doente
3. Azul marinho com listras brancas
4. Gente que maltrata bichos
5. Cecê de maneira geral, no ônibus cheio em particular

Bom, eu podia escrever um ano sobre isso, mas taí entre as cinco primeiras que eu lembrei, ficar doente.

ODEIO ficar doente. Odeio a sensação de impotência, a coisa de ter que ficar deitada, em repouso, a febre, o suor, a falta de fome, as dores, essas coisas todas. Odeio quando as pessoas querem cuidar de mim e ficam todas manhosinhas. Quando fico doente, tudo que desejo é me entupir de remédios e ir pra um cemitério de elefantes morrer com dignidade.

E hoje amanheci com uma deliciosa amigdalite. Obviamente, culpa do Eric, que teve o mesmo ontem e me contaminou descaradamente.

Aí hoje acordei com febre, dor de garganta, dor no corpo inteiro, calafrios e um mal-estar generalizado. Felizmente, aqui do lado de casa tem o São Camilo, hospital bacana com um pronto socorro bem equipado.

Me arrastei até lá e fiz algumas mímicas para explicar o que sentia, uma vez que minha voz se reduziu a um sussurro doloroso. A mocinha da recepção entendeu bem o que era, talvez porque eu apontasse para a minha garganta e revirasse os olhos, intercalando isso com tosses rascantes.

O que importa é que ela me encaminhou pra enfermaria com a bolinha amarela na ficha, que é a de urgência relativa, quase uma urgência absoluta, que é a bolinha vermelha.

Uma simpática enfermeira tirou minha pressão, minha temperatura e disse:

- Xiiii....

Isso é uma das coisas que você NÃO quer que um profissional de saúde diga quando te examina. Engoli em seco e estiquei o pescoço pra ler a fichinha: pressão 10/7, temperatura 39,5ºC. Xiiiiiii......


Rapidamente fui chamada pela Dra. Renata, uma moça loirinha e fofa, mas que gritava um pouco:

- ANA GABRIELA!
- sou eu... cof cof cof
- ENTRE AQUI, SENTE-SE. O QUE HÁ?
- minha garganta dói e eu não consigo falar nem engolir.
- VAMOS EXAMINAR!
- aaahhhhh
- PUXA, ESTÁ BEM INFLAMADA, HEIN? VOU TE PASSAR UMA INJEÇÃO DE BEZETACIL PRA ISSO CURAR DE VEZ.
- não, eu tenho alergia, fico inchada e...
- TÁ, VOU TE PASSAR UMA OUTRA AQUI!!! VEM CÁ!! PRECISA SER FORTE PORQUE VOCÊ ESTÁ COM UMA AMIGDALITE PURULENTA!
- xiiiiiiii...

Ela me levou pra uma salinha, onde um enfermeiro chamado Ronaldo fez uma piada muito nova:

- Espero que você tenha trazido sua veia, porque eu esqueci o óculos! Rá! Rá! Rá! Rá!
- trouxe.

Ele injetou um líquido transparente no meu braço, que subiu queimando, e avisou:

- Vai te dar sono, hein? Nada de dirigir trator! Rá! Rá! Rá!

Vim pra casa, parando no caminho pra comprar os remédios na Droga Raia - aliás, uma droga mesmo, que demorou pra me atender, o cartão não passava, enfim...

Cheguei aqui crente que ia dormir que nem criança, mas não: sono zero, fome zero, uma belezinha. Só faço votos pra melhorar antes do Reveillon, juro.

E agora tá me dando enjôo. Xiiiiiiiiii.....

as 01:51 PM 11 YA REALLY!
December 29th, 2006

O corte de cabelo de dez reais que mudou minha vida

Há alguns anos que sou fiel cliente do SoHo, um salão moderninho com bons profissionais e preços razoáveis. Um corte+lavar+secar sai por uns 50 reais. Eu ia até lá e cortava o cabelo com a Solange, uma magrelinha muito simpática com cabelos vermelhos.

Aí fiquei desempregada, dura e sem grana. Mas meu cabelo não respeitou essa peculiaridade momentânea. Não, não, ele continuou a crescer, a brotar feito grama. Para inveja das que gostam de cabelo bem comprido, informo que o meu cresce à razão de um dedo por mês, quase. Posso ver pelas raízes da tintura e... o que estou dizendo? Minha cor é natural, completamente natural.

Enfim, meu cabelo cresceu e eu fui ficando cada vez mais descabelada, à semelhança de uma Elba Ramalho de cabelos curtos. Os cachinhos perdem a definição e só armam. Pareço um brócolis, e pô, como eu disse abaixo, odeio brócolis.

Aí lembrei que a Lelê me falo que cortava ali na Pompéia, num lugar baratinho. Arrumei o telefone e liguei:

- Quanto é o corte?
- Dez reais.
- Ceeerto... feminino também?
- Sim. E a escova é 10 também pra cabelo curto.
- Ceeeerto... me diga, por curiosidade, quanto é a mão?
- Cinco reais.
- Tô aí em quinze minutos.

Desci a Pompéia feliz, cortei o cabelo com a Irene, fiz as unhas com a Priscilla, encontrei uma ex-colega de trabalho e fiquei fofocando, e no fim gastei a bagatela de vinte e cinco reais pra sair linda e lisa do salão.

Pensei: Puxa, com escova tudo fica bom, vamos ver como vai ser depois de lavar...

Hoje tomei banho, lavei o cabelo e agora ele está seco.

Lindo.

Com cachos bem definidos.

Caimento perfeito.

Sinto muito Solange, mas o corte da Irene é igual ao seu. E custa DEZ PAUS. Dez pilas. Dez contos. Dez Reais. Dez lascas. Sei lá, é muito barato.

Valeu pela dica, Lelê, nunca mais serei um ser descabelado. E NUNCA MAIS pago caro por um corte.

E foi assim que um corte de cabelo de dez reais mudou minha vida. É toda uma nova perspectiva. Estou quase chorando de emoção.



as 02:29 PM 13 YA REALLY!
December 31st, 2006

Repetitivo

Pois é, dia 31 de dezembro de 2006 e tal.

Como na Austrália já é ano novo e o mundo não acabou (de novo) eu vou lá fazer a ceia do pessoal.


Feliz ano novo e muita *escreva aqui seu voto de boas festas* pra vocês.



as 01:11 PM 5 YA REALLY!


Assine o Feed

 

Também escrevo aqui
Visite minha cozinha
Blood Sugar Sex Magik é música para seus ouvidos
Blogagi de várzea é diversão garantida
Livin Rooom é relax total
Meu blog véio é vergonha alheia

Auto Promoção

Fotos suspeitas
Pílulas de conhecimento

Blogs Sensíveis
Amarula com Sucrilhos
Beijo me liga
Bruno
Cala a boca que eu tô falando!
Cegos, Surdos e Loucos!
Chuteira de Salto e Minissaia
Um Café, Dois Diazepam
Uma Dama não Comenta
Desencontros
Ene-a-o-til
Enzimas Virtuais
Fale com Deus
O Fim da Várzea
Franz
Fronga
Garçom
Gatoca
A Grande Abóbora
Groselha
Habemus Caesar
Hedonismos
Isobel
Licaland
Lilhá
Lívia
Luxo e Glamour
A Mandrágora
Mas que Loucura!
Monicake
Odeio e Justifico
Olhômetro
Pensar Enlouquece
PsicoGogo
Raphaela
Woman of Affairs
Without a Trace
Uatafóc?
Utopia Dilucular
Zander


E-mail Simpático

Links Bonitos
Adote um Gatinho!
Ato ou Efeito
Fofocas Boas
Panda Cam
Os Malvados
Zoei Grandão






.
elburgente - casa da gabi | 2002 - 2006
Glamour, felicidade e chocolate
.