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Eu por mim mesma
30 anos, paulistana, corinthiana, blogueira, dona de 4 gatos, viciada em chocolates, séries, cinema e livros, entre outras nerdices.



Yoomp

Entries for April, 2007

April 2nd, 2007

Soy un paradoxo*

Sou uma moça inteligente e racional, mas leio o horóscopo da Marie Claire. Compro a Marie Claire por ela ser uma revista supostamente mais cabeça, mas leio a Contigo avidamente enquanto faço as unhas. E leio a TPM todo mês, mesmo achando os editorias de moda horrendos.

Não gosto de criança, mas tenho tido pensamentos maternais. Olho minha barriga e imagino que tamanho ela ficaria com um filhote ali, e que tamanho meus peitos ficariam. E me preocupo, e penso em outra coisa.

Leio uma reportagem sobre prostituição infantil e choro, vejo um filme super meigo e tocante e não choro, penso nas guerras por aí e choro, sou abordada por uma guardadora de carros com filho pequeno e me irrito.

Reclamo que trabalho demais, torço o pé e fico afastada uma semana e ligo todos os dias pro trabalho pra saber como estão as coisas. E me desespero pra voltar logo e ao mesmo tempo não quero acordar cedo e voltar tarde e nunca mais poder fazer as unhas.

Quero ser independente e fazer as minhas coisas e resolver meus problemas, mas quando sou cuidada me babo toda e acho ótimo quando resolvem as coisas pra mim e me entregam uma bandeja de soluções, dizendo: "Tá tudo bem."  

Tenho sentido um sono estranho por volta das oito da noite, um calor insano pelas manhãs e uma dor de cabeça horrenda as cinco da tarde. Todos os dias.  

Meus gatos me amam, sobem em mim e ronronam. Menos a Cuca, que rosna pra mim e me arranha. A vizinha de um lado reclamou de mim pro condomínio, a do outro lado adora bater papo e tomar café de tardezinha.

Gosto de filmes de terror ruins, de comédias boas e de grandes filmes de ação. Odeio dramas, cinema verdade e acho que Dogma 95 de cu é rola.

Olho no espelho e acho que tenho que emagrecer, aí como uma maçã. Depois como um bombom. E uma salada; e a paranóia passa como veio, sem deixar rastro.  

Fico com um monte de raivas guardadas de coisas que já acabaram, mas que só afloram de tempos em tempos. Sono, fome e cansaço me deixam de mau humor. Acordar cedo me deixa de bom humor. Banho quente depois de um longo dia é essencial.

Tomo banho todo dia, seja inverno ou verão, com agua quente ou não, geralmente duas vezes no dia.  Adoro lavar o cabelo e secar no sol. Adoro o cheiro do sabonete. Tenho um olfato ridículo de tão bom, enxergo muito bem de longe, mas não vejo nada quando está muito claro.

Gosto de chocolate. Gosto de pão com queijo. Não gosto de misto quente. Nem de pão com margarina. Nem de pão de batata. Mas gosto de batata, de qualquer jeito.

Gosto de ser quem eu sou, nesse momento.  

 *vejam o DVD da Terça Insana.

 



as 01:01 PM 6 YA REALLY!
April 3rd, 2007

Fali, caraleo!

Declaro que estou falida.

Minhas dívidas com os barões do jogo e da droga atingiram um nível insuportável e eu tenho que tomar atitudes drásticas para evitar que meu nome limpíssimo vá para o Serasa.

Pobre é uma merda mesmo, o Mansur Pai deve milhões ao governo e tá lá na Suíça andando a cavalo ou sei lá o quê.  Mas como eu sou uma infeliz da classe média remediada do Brasil, morro de medo de ter nome sujo e coisas assim.

Por isso, fiz um plano de pagamento de tudo que devo, através do tráfico de escravas brancas em suaves prestações. Até Agosto as coisas devem se ajeitar.

Não me chamem para shows, viagens, baladas, festas, nada que envolva gastar dinheiro. Não vou comprar sapatos, nem roupas, nem cremes divinos para o rosto e corpo. Cancelei a manicure, troquei a marca de xampu por um bem mais barato, não comprarei mais besteiras no mercado, larguei os cartões de crédito em casa e troquei a ração dos gatos.

Economia de guerra de novo.  Fiz isso uns anos atrás e foi foda, mas no fim deu tudo certo e eu saí do vermelho. Enfim, nos próximos meses só quero saber de programas econômicos.

Shows gratuitos, passeios ao Sesc, dias no parque, essas coisas. Ah, no Asterix eu ainda posso ir. Peço uma água de torneira mesmo.

Se alguém quiser me doar dinheiro, eu aceito, tá?



as 10:01 AM 6 YA REALLY!
April 5th, 2007

O Coelho Dourado

Hoje cheguei pra trabalhar depois do meu longo afastamento. Na hora do almoço, fui dar uma voltinha e deparei-me com um enorme estande da Lindt Chocolates. Meus olhos brilharam de alegria, pois isso só poderia significar uma coisa: Degustação de chocolate suíço. Grátis.

Me aproximei do local, vendo um movimento por trás do balcão. Eis que se levanta de lá de trás um moço de mais ou menos um metro e noventa, moreno, com um sorriso de Paulo Zulu. Ele jogou a franja para trás com um movimento elegante e disse, com voz de locutor de rádio:

- Você gostaria de provar um chocolate da Lindt?

Um promotor homem. Isso por si só já era um milagre. Normalmente promotoras são mocinhas gentis que tentam te empurrar pacotes de caldo de galinha. Mas não. Era um exemplar do sexo masculino, e que belo exemplar. E me chamou de você, não de senhora, fazendo com que eu me sentisse uns quinze anos mais jovem.

E ele estava me dando chocolate. Suíço. De graça.

Rapidamente aceitei um coelhinho de chocolate embrulhado em papel dourado, agradecendo com educação. Voltei ao meu esconderijo no administrativo da loja, uma vez que ainda estou com o pé imobilizado e andando com uma muletinha à la Dr. House.

Mais tarde, na hora de ir embora, passei pelo Pet Shop e vi que a Gorda, uma cachorra vira-lata paraplégica (um dia eu explico) estava passeando toda serelepe pelo gramado, com sua nova cadeira de rodas. Aí eu surtei, porque fiquei muito contente de ver a poverella assim, toda animada e passeante. E fiquei olhando e rindo, porque não dava pra eu ir de muleta e botinha imobilizadora no gramado.

Pois o moço se materializa ao meu lado, me dá mais um coelhinho e diz:

- Puxa, eu fiquei muito contente de ver a cachorrinha com sua cadeira. Eu gosto muito de animais, sabe? Eu realmente acho que eles são muito importantes no mundo e fico feliz em ver um animal se recuperando e...

Eu já não ouvia mais nada. Olhava em volta loucamente, procurando as câmeras escondidas do Teste de Fidelidade. Já estava esperando que o cara dissesse algo como: "Está quente aqui, você não gostaria de tirar esta bota e esta muleta?"

Fiz uma cara de paisagem e fugi para loge dali.

Não sem antes pegar um derradeiro coelhinho dourado, claro.

Caramba, era chocolate. Suíço. De graça.  



as 01:08 AM 7 YA REALLY!
April 7th, 2007

Felipe

Felipe tem 14 anos, mas parece muito menos. Franzino, olhos brilhantes, escuros e fundos, olheiras. Rosto encovado, mãos sujas meio trêmulas, usava um moletom azul desgastado, bermuda cáqui e chinelos. Era negro e tinha o cabelo raspado bem curto.

Me assaltou na esquina da Major Natanael com a Dr Arnaldo, às cinco e meia da tarde da Sexta-feira Santa.

- Tia, tô armado. Dá o dinheiro senão te dou um tiro na cara.

Abri a bolsa, peguei a carteira, entreguei duas notas de dez e uma de vinte.

- Passa esse um real aí.

Entreguei a nota de um real que se amarfanhava no cantinho da carteira. Pensei se a boca de crack tem pedra de dez e pedra de onze, e se a pedra de onze ia garantir mais uns minutos de loucura pra ele.

- Agora vai embora tia, não olha pra trás e vai com Deus.

Nervosa, virei pro lado errado na avenida. Fiz o retorno pela Paulista, demorei coisa de cinco minutos. Ao passar novamente pelo farol, vi a Base Comunitária da PM que acabava de encostar ali. Parei o carro e fui até lá.

Quatro policiais. Dois do lado de fora, dois sentados em uma mesinha do lado de dentro. Uma garrafa térmica de café estava sobre a mesinha e eles comiam biscoitos de polvilho em forma de rosquinha. Contei o que acontecera, ressaltando que fora minutos antes. Eles se prontificaram a me ajudar.

Entramos na viatura para dar uma volta no quarteirão e ver se o menino ainda estava por ali. Descemos até a Praça Charles Miller, onde Felipe costuma ficar, junto com outras crianças. O Soldado Guimarães era mais conversador, seu colega Soldado Santos era mais calado. Ambos por volta dos quarenta anos, Guimarães era mais encorpado, com quase vinte anos de Corporação. E me explicou:

- Esse que você descreveu é o Felipinho. Ele tem catorze anos, mas diz que tem onze pra não ir pro correcional. Aliás, ele faz aniversário agora, na época da Páscoa. A gente toda semana prende ele, leva pro correcional, ele fica coisa de duas, três horas até a mãe ir buscar. Dia seguinte está ali na esquina de novo. O pai dele foi assassinado na cadeia, e a assistente social disse que a mãe parece ser viciada também.

Dirigimos pelo bairro com suas ruas arborizadas, reduzindo a cada cruzamento para olhar para as crianças que faziam malabares, ou para um grupo de jovens com a pele em diversos tons de negro, desde uma moça negra como o asfalto até um rapaz com a pele cor de café com leite. Usando roupas street wear, eles dançavam hip hop na frente do Estádio do Pacaembu. Os policiais olharam longamente para eles, eles sustentaram o olhar. Uma moça bonita abraçou um rapaz com um casaco vermelho, disse algo no ouvido dele e ambos riram. Aumentaram o som de novo, e eu e os dois soldados continuamos a circular.

- O Felipe mora aqui na rua mesmo. Não anda armado. Mas essa semana estava com um caco de vidro e cortou o braço de uma senhora. Essa história de arma de fogo é novidade. Ele já está há uns dois anos no crack. Não deve sobreviver mais muito tempo. Se não morrer da droga, morre de dívida na boca. Ou leva um tiro de uma vítima de assalto que esteja armada, ou de um colega mais cabeça quente que veja ele assaltando.

Não achamos ninguém.

- Com os quarenta reais que ele levou de você, dá pra comprar quatro pedras. Ele já fez o dessa noite, não deve voltar mais. A essa hora, já desceu pra boca pra comprar as pedras de hoje.

Fomos à delegacia para eu assinar o BO. Depois voltamos à base, e agradeci aos policiais pela gentileza e por fazerem seu trabalho. O esguio e soturno Soldado Santos abriu a boca quase pela primeira vez:

- Pois é. Esse é nosso trabalho. Vigiar, procurar o assaltante. Evitar que aconteçam os crimes. Mas de vez em quando a gente não consegue. Desculpa.

Agradeci de novo, peguei meu carro e voltei pra casa. Fiquei muito, muito triste. Não pelos quarenta e um reais, nem pelo susto que tomei. Mas por lembrar dos olhos fundos de Felipe, e por pensar que ele é uma criança. Não devia estar roubando nem fumando crack. Devia hoje estar com a família, ganhando seu ovo de chocolate. Devia estar na escola, estudando. Na rua de casa, brincando.

Não sei até agora quem foi a vítima nessa história toda. Se eu, que fui assaltada, se os policiais que não conseguem garantir a segurança pública, ou se ele, filho de pai bandido e mãe viciada, que nunca foi à escola, que não ganha ovo de Páscoa, que usa um moletom velho esteja frio ou calor, e que encontra na droga o conforto para mais uma noite, uma semana, um mês. Tudo que ele conhece é o crime. Seu mundo é violento sabse-se lá desde quando.

Felipe tem catorze anos, parece menos, e não deve chegar aos dezoito. Eu tenho vinte e nove, mas pareço menos. E quando cheguei aos dezoito, comemorei com meus amigos num restaurante japonês.

O dia agora está clareando. Eu aqui em casa agradeço ao meu anjo da guarda por não ter sofrido nada de mais, e por ter um namorado, um emprego e uma família. E ofereço uma prece por todos os Felipes, torcendo para que eles um dia ganhem ovos de Páscoa.

Vou voltar para minha cama e esperar a hora de ir trabalhar. Enquanto isso, contemplo o amanhecer dessa longa noite, a primeira noite fria do outono de 2007.



as 06:32 AM 7 YA REALLY!
April 11th, 2007

A Gorda

A Gorda já é uma senhora grisalha. Um dia foi atropelada, ali no Morumbi. Um carro qualquer passou por cima dela e foi embora. Largou a Gorda no meio fio, sem se mover, mas chorando muito.

Algumas horas depois, o Everton passou por ali, a trabalho, ouviu seu choro e a recolheu. Ela não gostou muito de ser levantada e enfiada num carro, reagiu, tentou brigar. Mas estava tetraplégica, só movia a cabeça e os olhos.

Quando chegou ao hospital, a Dra. Patrícia começou a cuidar dela. Fez um curativo na ferida que se abrira nas costas da Gorda, tratou as infecções e doenças pré-existentes, deu comida e água na boca dela.

Aos poucos, a Gorda começou a se mover, levantar a cabeça. Retomou o uso dos membros da frente e começou a sustentar a parte de cima do corpo sozinha. Iniciou fisioterapia, com massagens e estimulação muscular.

Ela ficou meio agressiva. Não queria saber de papo com ninguém, fazia cara feia, olhava pro outro lado. Chegava até mesmo a agredir de verdade algumas pessoas. Isso porque ela se sentia muito vulnerável ali, deitada o dia todo. Se alguém quisesse machucá-la de novo, poderia.

Há uma semana, a Gorda ganhou uma cadeira de rodas especial pra ela, adaptada para seu tamanho. Agora ela consegue circular um pouco, mas ainda não aguenta se mover muito. Fica cansada rápido e quer voltar a se deitar.

A Dra Patricia diz que isso é normal. Como ela ficou três meses de cama, os músculos se retraíram e atrofiaram. Vai levar algum tempo até ela ser independente de novo.

Eu a visito todos os dias e passo algum tempo ali ao lado dela, brincando, conversando. De vez em quando, levo um petisco especial, uma coisa que ela gosta de comer. Ela gosta de me ver, se estica na minha direção devagarzinho, e depois encosta em mim, o que é o máximo que ela pode fazer até agora.

Hoje ela abanou o rabo pra mim.

Segundo a Dra Patricia, isso mostra uma enorme recuperação e a chance de que ela um dia venha a andar novamente, com os movimentos recuperados direitinho.

No fotolog tem foto dela na cadeira. Ela é linda, gente.

*Update para namorado rabugento: ela era um bola quando chegou. Emagreceu depois do longo período de convalescença. A gente emagrece quando fica doente, pô!



as 09:50 PM 13 YA REALLY!
April 18th, 2007

Digite sua senha aqui

No caminho do trabalho ouvi uma entrevista no rádio. Uma pesquisa aponta que apenas uma pequena parcela dos milhões de internautas brasileiros faz compras online. O motivo para não comprar não é a falta de dinheiro, o nome no SPC ou uma súbita consciência de que os descontos oferecidos pelo site não são tão bacanas assim, mas sim o medo de ser vítima de algum golpe e ter roubados seus dados, como CPF e número de cartão de crédito.

O entrevistado, diretor de uma empresa especializada em segurança na internet - ou um hacker de 16 anos, com o barulho do trânsito ficava difícil ter certeza - afirmava haver maneiras de não sofrer com essa incerteza:

- Usem sempre indicações de amigos e familiares sobre sites seguros. E não divulguem seus dados em sites obscuros.

Isso suscitou duas perguntas em mim:

1. Será que minha avó de 87 anos poderia me indicar um site seguro?

2. O que seria um site obscuro?

Refletindo nas questões, pude concluir que:

1. Minha avó acha que dentro de um computador tem um gnomo que mexe nos fios e passa as coisas de um lado pro outro. 

2. Site obscuro deve ser um site pouco visitado. Um site pouco divulgado. Um site indie, pra ser bem claro.  

Como este blog é razoavelmente conhecido, é idôneo, é limpinho e com um template em cores suaves, além de ter leitores burrinhos fiéis, solicito que vocês usem a caixa de comentários para  divulgar seus dados.

Grata. 



as 08:36 PM 12 YA REALLY!
April 24th, 2007

Grande Al!

Segundo a Monicake eu fiz esse questionário uns tempos atrás, mas sabem como é o alzheimer: a gente esquece.

O quê?

Enfim, taí.

Hoje: em casa doentinha.
Nos ouvidos: crianças na escolinha ao lado gritando na hora do recreio.
Na cabeça: um elástico velho.
Nos pés: esmalte Jumanji.
No corpo: camisola velha de gente doentinha.
Na boca: Chá e torradas.
Nas mãos: Um teclado.
Na manga: Haden, Tommy, Espada e Coquinho.
Na pauta: Falta de grana.
Na ponta da língua: Passa o Lisador?
Na frente: Um gato dormindo.
No icq: Nem tenho mais, acho.
No msn: Um monte de gente estranhando o fato de eu estar online numa terça de manhã.
Na hora: De ir ao médico.
Na noite: Sonhos perturbadores e sede.
No fundo, no fundo: Uma toranja.

 



as 10:02 AM 8 YA REALLY!
April 28th, 2007

Obrigada

Um tempo atrás, fomos ao cinema. Asistimos um filme super mega fofo, com a Drew e o Hugh Grant.

Na saída do cinema, ele reclamou dos caras que ficaram falando, da cadeira torta, de ter que sacar dinheiro no caixa pra poder pagar o estacionamento, do segurança que não sabia onde era o caixa, da reforma do shopping, da vitrine estranha de uma loja. Eu disse sorrindo:

- Quando você acabar de reclamar, me avisa, tá?

Aí voltamos pela Marginal, e eu falei que adorava a Drew, que o filme era fofo, que a coca light tava gostosa, que o friozinho finalmente parecia ter chegado em São Paulo, que eu adorava o outono e que a cidade aos domingos, sem trânsito, era ótima. Ele disse resmungando:

- Quando você acabar de ficar feliz a respeito de tudo, me avisa, tá?

É mais ou menos assim que a gente vive. Ele faz comentários maldosos, eu dou risada, ele resmunga, eu ofereço chocolate.

Ele cuidou de mim essa semana, acordou cedo pra me levar ao médico, me deu remédios na hora certa, me pôs pra dormir, me aguentou fazendo manha e me fez rir na sala de espera do hospital. E foi comprar morangos.

O mínimo, o mínimo que eu podia fazer era um post mimimi. Taí.

Seis meses, e contando.



as 06:24 PM 15 YA REALLY!


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