Eu por mim mesma
30 anos, paulistana, corinthiana, blogueira, dona de 4 gatos, viciada em chocolates, séries, cinema e livros, entre outras nerdices.
Entries for January, 2008
January 2nd, 2008
O primeiro dia do ano
Eu ia fazer um post agradecendo às pessoas que fizeram diferença na minha vida esse ano. Mas fiquei com medo de esquecer alguém, porque eu tô ficando velha e esclerosada.
Então obrigada a todos que de alguma maneira me fizeram rir esse ano. E um obrigada especial àqueles que me fizeram gargalhar até me doer a barriga. Alê, Carol, Li, Liv, Mô, Rapha, Chu, Ju, Zan, D., e claro, o infeliz que ontem trouxe até o computador pra minha casa.
2008 vai ser melhor porque pelo menos tem alguém aqui em casa pra ajudar a arrumar os livros.
Bom, sempre que falta assunto, eu clico ali no site meter e descubro as buscas que trouxeram internautas até aqui Vamos às mais estranhas.
Quesito Campeã Absoluta velha pelada - sério, me espanta a quantidade de gente que procura por velhas nuas. É uma tara que eu desconhecia até então.
Quesito Putaria Desbragada gabi safadinha: Oi, quer tc? casa da puta: Então, esta é a Casa da Gabi. Da Gabi, entendeu? Eu (ainda) não transformei isso aqui num bordel. como tirar a virgindade: Costumava ser um processo simples, na minha época. A menos que tenha mudado muito, recomendo o uso de camisinha e uma conversa boa pra convencer a moça. calcinha da vovó: A-há! Mais um tarado por velhas. Bando de pervertidos.
Quesito Natureza Morta fotos de filhotes de jaguatiricas cinza - isso existe? Deve ser fofo. Tenta o Google Imagens que vai melhor. trilha sonora animal planet - Rugidos, urros, miados, grasnidos. Ou é alguma música de comercial? Eu realmente não faço idéia do que essa pessoa queira.
Quesito Prendas Domésticas como instalar haloscan: Também não sei. Se descobrir, me conta. fotos de pia de banheiro com granito: Bom, aqui em casa a pia é de IMITAÇÃO de granito, o que é ótimo, uma vez que a mesma já caiu em cima do meu pé e eu sobrevivi. como fazer carne moída com vagem: ok, tia Gabi ajuda: Compre meio quilo de carne moída, uns 300g de vagem fresca. Lave bem a vagem, corte em pedaços e deixe escorrer. Refogue um pouco de cebola picada, um tanto de alho, jogue a carne ali, mexa bem até ela ficar marronzinha. Aí coloque a vagem, misture, adicione uns 300ml de água, sal a gosto e uma pitada de pimenta do reino. Quando a água secar, tá pronta a bagaça.
Quesito Wicca Harry Potter crescente de prata: à venda nas melhores feiras hippies. hidromel virgens: e um javali no espeto! U-hu!
Quesito q noivas gestantes: Faz tempo que não vejo uma. Recomendo o uso de vestidos de cintura império, pra disfarçar a barriguinha. pintar o cabelo é pecado?: Por Deus, espero sinceramente que não. Mas vou ali rezar umas Ave-Marias pra tentar compensar.
Acho que vou seguir o conselho do Zander e começar a explorar as possibilidades de busca do blog, escrevendo coisas como Britney sem calcinha, Juliana Paes pelada, fotos casada sexo e claro, VELHA PELADA.
Tenham um bom dia, bando de gerontofilistas.
Update: acabaram de chegar aqui com a seguinte busca: fficial&client=firefox-a">Mulheres viciadas em dar o cu... Grátis. Vamos por partes: eu nunca escrevi nada sobre sexo anal aqui. Eu nunca me declarei viciada em sexo anal aqui. E eu nunca disse que faria esse tipo de coisa de graça. Alguém me explica por que cargas d'água eu sou o SEXTO link que aparece nessa busca??? Tô deprimida.
Esses dias tava rolando uma conversa numa comunidade orkútica sobre emagrecer, engordar e essas merdas. Aí uma garota de 15 anos entra e escreve "será que só eu dou um foda-se pro corpo?". E eu fiquei com muita vontade de responder dizendo que aos 15 anos eu também fazia isso, aí achei que ia soar muito Tia Chata e deixei pra lá. Mas fiquei com isso na cabeça.
Aos 15 anos se preocupar com o corpo é exagero. Aos 30, é uma necessidade. Fazer exercícios, usar hidratante e filtro solar, comer fibras e beber muita água. Com 18 anos eu dançava até de manhã, dormia duas horas e ia trabalhar no maior pique. Hoje, preciso das minhas 7 horas de sono, sob risco de acordar de mau humor. Eu comia à vontade e não engordava, meu fígado não reclamava só de ver um quindim. Hoje é outra história.
Por outro lado, minha cabeça está bem melhor. Cada dia que passa fico mais tolerante. Talvez seja a senilidade, não sei dizer. Quinze anos atrás eu era brava, implicava com tudo, reclamava de tudo. Um verdadeiro pé no saco pseudo comunista. Fazia parte do jornal da escola, do grupo de teatro, do centro acadêmico. Organizava protestos e achava que ia salvar o mundo. Hoje acho que se conseguir salvar meia dúzia de gatos vria-latas já está de bom tamanho.
Aprendi a deixar coisas pra lá, a perdoar umas coisas. Guardar rancor traz rugas na testa e dores no peito. E roer unhas por ansiedade dá gastrite. E perder noites de sono dá olheiras. Mas agora eu sei usar corretivo e rímel.
Meu cabelo é melhor. Não só o corte, como a cor e a textura. Talvez porque eu tenha parado de lutar com ele e aceitado que ele é volumoso e cacheado. Também aceitei que minha bunda é grande e que minha cintura é fina. Aceitei meus ombros largos, minhas mãos grandes, meus pés pequenos e as sardas no nariz. Não dá pra mudar certas coisas e a chave pra ficar em paz com meu próprio corpo é entender e aceitar os limites que ele me impõe.
Nunca fui uma moça casadoira, dessas que sonham ter famílias grandes e cheias de filhos. Aliás, nem sou muito chegada em criança. Acho um bicho meio chato, que um dia cresce e te larga sozinha e velha na frente da TV. Mas independente disso, o diálogo abaixo, travado após eu buscar o gato no veterinário depois de uma cirurgia bem simples, de castração, ilustra o motivo crucial de por que eu não devo ter filhos:
Eric says: Já chegou? Gabi says: Oi agora cheguei! o botei o james no banheiro pra eu ficar de olho e lá e fresquinho tbem mas ele tá baleadão ainda ele tá tentando levantar e não consegue
Momentos depois...
Eric says: oi tinha saído pra almoçar Gabi says: to com ele no colo /cry ele tá todo molinho, quer andar e não consegue e no colo ele fica quietnho vai ficar tudo bem, né? Eric says: VAI! Gabi says: ÉCATI O GATO TÁ FAZENDO XIXI EM MIM ECATI ECATI ECATI e nem dá pra brigar com ele só achar nojento Eric says: uhahuahuahuahuahuahuhuahaua to rindo alto auhuhahuahuahuahuahua Gabi says: não ri, seu puto vem pra casa cuidar do seu filho Eric says: to trabalhando vc cuida da casa Gabi says: o James tá derrubadão pus ele um pouco no chão e ele fica tentando levantar e cai ai, eu não posso ter filhos ai, que nervoso Eric says: auhahuhuahuahuhuah Gabi says: não ri, seu puto
Eric says: lembre-se que é perfeitamente normal não conseguir levantar se vc estiver sedado Gabi says: eu sei, eu sei, eu sei o que não me impede de querer ficar com ele no colo ok tipo, ele dá dois passos e cai Eric says: então fica com ele no colo e põe uma toalha pra ele não mijar em vc Gabi says: mas aí eu fico nervosa pq ele nom se mexe acho que vou deixar ele no quarto e sei lá, fechar a porta ai que bom, ele tá lambendo o saco! o
Minutos depois....
Gabi says: ele tá andando!!!! ai, ele vomitou verde
Mais alguns minutos depois.....
Eric says: e o james? Gabi says: o james tá vomitando mais Eric says: isso é normal? Gabi says: sei lá acho que sim qdo eu tomei anestesia, vomitei até a alma Bom, James foi pra cama e deitou espero que ele não mije lá, pelo menos.
Sacaram o nível de paranóia? Sério, se fosse meu filho eu ia ter sido internada. Nem dormi direito, acordando com cada miado, rosnado ou correria aqui de casa.
O James? Ah, sim. Acordou ótimo hoje. Já brigou com os outros gatos, arranhou o sofá e comeu uma planta. Agora tá aqui no meu colo - e espero sinceramente que dessa vez ele não faça xixi em mim.
O Monte Everest mede exatos 8.848 metros de altura, do nível do mar ao seu ponto mais alto. Ele se ergue nos contrafortes do Himalaia, sobre aldeias miseráveis, confrontos políticos e religiosos. Muitos homens tentaram subir neste monstro de rocha e neve, muitos morreram tentando.
Em 1923, o montanhista britânico George Leigh Mallory foi entrevistado pelo NYT e lhe perguntaram por que ele desejava alcançar o topo do Everest. Sua resposta: Porque está lá. No ano seguinte, Mallory tentou novamente subir a montanha e nunca mais desceu. Seus restos mortais foram encontrados apenas em 1999, mas suas palavras são a explicação emblemática do desejo incontrolável dos montanhistas de escalar.
Em 1953, um neozelandês com pulmões de capacidade dois litros acima do normal chegou no topo do mundo, junto com um pequeno guia nepalês. Edmund Hillary, um homem alto que cresceu entre criações de abelhas e picos nevados em Auckland, dividiu a arremetida final comTenzig Norgay, um experiente montanhista. Como um time, eles alcançaram o topo da montanha. Tiraram suas máscaras de oxigênio e fotografaram as alturas, descendo depois para um chá quente no acampamento base.
Ao retornar, o reconhecimento foi bem maior para Hillary. Nomeado Sir, recebeu comendas, títulos e nomes. Durante décadas, jornalistas perguntavam quem havia sido o primeiro a de fato colocar o pé no topo da montanha. Ambos se recusavam a dizer, afirmando sempre que havia sido um trabalho em dupla. Depois da morte de Tenzig, Sir Hillary publicou uma biografia e revelou a verdade: ele havia sido o primeiro, apenas porque Tenzig, sempre precavido, parou para prender a corda no chão. E que a diferença entre ambos era mínima, e que no final isso não importava, uma vez que sozinho ele jamais teria chegado até ali.
Sir Hillary empregou boa parte da sua fortuna no desenvolvimento e preservação do Nepal. Fez discursos inflamados contra a política local; entristeceu-se com a destruição dos Budas gigantes; criou escolas, hospitais e uma fundação que leva seu nome e o de Tenzig e que visa manter a exploração do Himalaia dentro dos limites da preservação natural, protestando contra as centenas de montanhistas que abandonam seu lixo nas trilhas, e garantindo que os povoados no sopé das montanhas recebam pagamentos justos pelos serviços que prestam.
Sobre chegar lá no alto, ele escreveu: "Espanto, maravilha, humildade, orgulho, exaltação. Essas deveriam ser as emoções dos primeiros homens a subir no mais alto pico da Terra, depois que tantos outros falharam. Mas minhas emoçoes dominantes eram alívio e surpresa. Alívio, porque o grande esforço havia terminado, e o inatingível havia sido atingido. E surpresa, porque havia sido eu, o velho Ed Hillary, o apicultor, que foi bom aluno no ginásio, mas nada demais no ensino médio e nem havia ido à universidade, o primeiro no topo do Everest."
Sir Edmund Hillary morreu na semana passada, aos 88 anos. Do alto de seu metro e noventa de altura, ele afirmava ser apenas um neo-zelandês comum. E afirmava que os grandes feitos vêm de pessoas comuns com habilidades comuns, mas que tinham uma grande vontade e grandes sonhos. Ao contrário de muitos montanhistas, que desejam ter suas cinzas deixadas nas alturas, Sir Hillar deixou expresso seu desejo de que seus restos mortais fossem espalhados em uma baía de Auckland, onde ele vivia, "para ser levado embora gentilmente, talvez em uma das muitas praias agradáveis, perto de onde nasci. Então o ciclo da minha vida se completará."
O Everest continua nos contrafortes do Himalaia, e silenciosamente testemunha a lembrança do homem que fez dessa montanha sua conquista e seu tributo às gerações de nepaleses. Algo me diz que mesmo sendo levado embara pelo oceano, o velho Ed vai acabar voltando às alturas. Boa viagem, Sir.
Eu sempre tive um vício secreto em reality shows toscos. De uns tempos pra cá, assumi de vez: eu gosto de Big Brother. Não que eu me importe com a edição infeliz da Globo ou com as pessoas de coração bão (Sirilene detected). Eu gosto mesmo é de ver as imbecilidades dos participantes e dar risada.
Adooouro os barracos. Adoro as brigas na beira da piscina. Adoro quem faz xixi no chão do quarto de tão bêbada. Adoro ver os casais se formando e o povo separando. Fico votando compulsivamente pra sair os menos interessantes.Tô nem aí pra quem diz que é tudo armação: dane-se.
Também gosto de America´s Next Top Model. Assisti a versão brasileira e achei fraquinha, mas vi todinha, mesmo assim. Gosto de Project Runway, The Contender, Miami Ink, American Idol, Next Pussycat Doll e Girls of the Playboy Mansion. Só besteira, só tranqueira.
Mas a melhor é uma que se chama Pequena Grande Família, que passa no People+Arts. É sobre uma família de... bem, uma família de anões. O pai, a mãe e um filho são anões. Outros três filhos tem altura normal.
A série vai mostrando o dia a dia da turma, os percalços, as dificuldades, as festas em casa, a criançada na escola... a série nem é tããão legal assim, mas o Eric batizou-a com o melhor nome da história: MEET THE MIDGETS.
Aí eu fico assistindo e dando risada apenas pelo nome que meu namorado inventou. Eu sou uma besta mesmo.
Toda cozinheira tem sua nêmesis. Minha avó, 88 anos de vida, 80 deles passados na cozinha, não consegue fazer ovo frito com gema mole. Sempre na hora de tirar da frigideira a gema estoura ao invés de formar aquele núcleo dourado molinho, perfeito para molhar o pãozinho. Ela também não sabe virar panquecas jogando-as para cima. Toda vez que tentava, as panquecas acabavam no chão, grudadas no teto ou espatifadas em cima da pia. A Nonna faz massas à mão, prepara bolos fofinhos, tortas deliciosas, feijão bem temperado e um frango assado na cerveja que é de comer rezando, mas um dia vai morrer sem saber fazer ovo de gema mole.
Eu sempre gostei de cozinhar. Pequena, me enfiava na cozinha atrás da Nonna e me punha a ajudar. No começo com tarefas simples, untar as formas, peneirar a farinha, lavar tomates. Aos poucos, ela foi me passando responsabilidades maiores, como separar gema e clara dos ovos, descascar batatas, ajudar a sovar a massa. Um belo dia, eu pilotei as panelas e ela só supervisionou. E eu morri de orgulho no dia que ela provou meu molho de tomates e não fez careta, não criticou e não corrigiu o sal. Só botou na mesa a travessa de capeletti coberto com o molho que eu tinha feito sozinha.
Hoje em dia, posso dizer que cozinho bem. Faço aquele trivial variado do dia a dia, consigo disfarçar comida saudável em comida gostosa, faço um molho de tomates frescos que é uma loucura e preparo doces saborosos. Mas claro, tenho minha nêmesis.
Tenho até vergonha de dizer, mas a verdade é que eu não sei fazer arroz soltinho.
Meu arroz fica uma papa. Gruda. Mela. Ao longo dos anos, ouvi muitos apelidos: Arroz carnavalesco, só sai em bloco. Arroz Unidos Venceremos. Arroz de pedreiro, serve como cimento. Arroz Solidário, está sempre unido. Arroz João Paulo II, que recentemente virou Bento XVI. E tantos outros. O gosto sim, esse fica bom, devido à cebola e ao alho bem cortadinhos e aos grãos bem refogados. Mas a consistência...
Talvez por isso eu tenha virado uma especialista em risotos: consigo fazer um de olhos fechados e nem preciso usar arroz carnaroli pra conseguir aquela consistência especial dos grãos durinhos por fora, macios por dentro e meio cremosos. Isso acontece naturalmente.
Consigo fazer calda de açúcar em ponto de fio; faço suspiro, suflê e terrine. Faço picadinho na ponta da faca, bruschettas, pastéis, berinjela à parmegiana, alcachofra no molho, batata frita sequinha, pão de ló bem aerado, feijoada sem muita gordura mas cheia de sabor.
Mas o arroz? Vergonha minha...
Um dia, minha avó se invocou. Postou-se do meu lado na cozinha da casa da minha mãe e começou a dar ordens:
- Pegue essa quantidade de arroz... lave assim... agora pique a cebola... deixe dourar... agora coloque o arroz... vamos, refogando... e agora essa medida de água, de sal e tampe.
Ela acompanhou o preparo, supervisionando a quantidade de cada ingrediente e controlando o tempo. De tempos em tempos, dava uma levantada na tampa da panela e observava o andamento. No fim, ela esfregava as mãos com um arzinho satisfeito:
- Viu? Era só você fazer como eu ensinei... vamos desligar aqui e pronto!
Pronto mesmo. Destampou a panela, meteu lá dentro a escumadeira e... Um bolo de arroz saiu de lá. Ela não acreditava:
- Mas tava ficando soltinho! Ma como isso é possíble???
Eu só abanava a cabeça, pois sabia que na verdade eu estava fadada a viver a vida com meu arroz em eterno carnaval.
Morro de medo de zumbis. Morro de medo de uma invasão de zumbis que me forçaria a me esconder num supermercado ou shopping center e viver de comida enlatada. Tenho medo, acima de tudo, que meus gatos se transformem em zumbis. Eis porque eu compreendo profundamente Robert Neville, o personagem de Will Smith no longa Eu Sou a Lenda, que estréia amanhã nos cinemas paulistas.
Assim como eu, Neville entende que a cadela que o acompanha é sua única amiga. E que mesmo sendo o último ser humano racional da face da Terra, enquanto Sam estiver ao seu lado, haverá esperança. Ele mantém um laboratório no porão de sua casa fortificada e testa inúmeras formas de antídoto para o vírus. Sim, porque a praga que matou 5 bilhões de pessoas, transformou 500 milhões em zumbis e poupou apenas uma parcela de 12 milhões de humanos, vem, é claro, de uma laboratório.
Talvez este seja um dos poucos clichês do filme: o roteiro é bem construído, não deixa buracos e não consegui adivinhar o que ia acontecer até o final. Também não há aqueles sustinhos idiotas comuns em filmes de suspense. Quando ouvimos um barulho suspeito, não é só um galho batendo. Não é só um objeto qualquer fazendo uma sombra estranha. É uma porcaria de um zumbi arrancando pedaços do seu telhado. Com os dentes. Sério.
Algumas perguntas ficam no ar. Enquanto faz seus experimentos, Neville registra tudo em uma webcam. Em determinado momento ele vê um zumbi saindo de seu abrigo e se expondo à luz do sol. Ele conjectura que isto ocorre devido à fome e à crescente diminuição da oferta de comida (a.k.a seres humanos) que os zumbis enfrentam. Ele diz que toda manifestação de comportamento humano cessou nas criaturas. Será?
E se o zumbi saiu do seu local protegido para tentar salvar uma criatura semelhante? E se ele de alguma maneira nutrir sentimentos pelo outro zumbi que está sendo capturado? E o que dizer de zumbis que literalmente soltam os cachorros em cima de seu inimigo, que planejam um ataque, se organizam... O Dr Robert Neville se refere às criaturas como "isso" ao invés de usar pronomes pessoais. Peso na consciência por estar usando as criaturas como cobaias? Ou por matá-las a torto e à direito com um rifle enorme? Talvez o Dr Neville precise de mais proteção do que as portas fechadas possam lhe dar para conseguir manter mais do que sua vida.
Com um almanaque ele controla obsessivamente os horários de nascer e pôr do sol. Ele se exercita, disciplina seu corpo. Ele devolve DVDs a uma locadora cheia de manequins. Assiste à gravações de noticiários antigos. Ele faz todo o possível para manter sua humanidade e sua sanidade em um mundo onde ele julga estar sozinho. E até a hora que sua amiga canna Sam morre horrivelmente, ele consegue. Dali para a frente, ele vira um ser quase tão estranho quanto as criaturas que ele enfrenta. Sam é tão importante na vida dele que por ela, ele é capaz de entrar numa hive, uma colônia de zumbis, para salvá-la. A morte dela derruba as últimas barreiras de sanidade do bom doutor, pelo menos até ele encontrar - ou ser encontrado - por outros humanos.
A interpretação de Will Smith segura o filme. A escolha do ator foi excelente, porque Will tem tanto carisma que mesmo passando cerca de uma hora de filme sozinho na tela, não nos cansamos dele. E depois, quando surge Ana, a outra sobrevivente, a reação dele é fantástica. Não fica muito claro se ele gostou mesmo de ser salvo por ela, ou se ele quer acreditar no que ela diz sobre haver uma colônia de sobreviventes. Parece que ele gosta um pouco de ser o último homem vivo - ou pelo menos já se acostumou de tal maneira a isso que dividir a responsabilidade com outros pode soar difícil.
Não vou contar mais para não estragar a diversão de quem vai ver o filme. Ali em cima tem uns spoilers em uma letra de cor diferente. Quem quiser saber, marque com o mouse.
Eu mesma devo ir ao cinema amanhã, ver tudo em tela grande e tremer de medo das cenas escuras. E caso haja uma infestação de zumbis por aí, o conselho ainda vale: arrume um rifle bem grande, tranque as portas e nunca vá verificar se aquele barulho é um zumbi ou um galho. Vai que você se engana.
Fui picada pelo vírus que assola o Eric e o Julio. Fiz mais um blog.
Mas não pensem vocês que é um blog pra falar de mim, ou de nada. Esse é um blog pra falar de comida. Receitas, dicas, quem sabe falar de restaurantes, de comida que tem uma história, de receitas da vovó...
Enfim, visitem nossa cozinha. Servimos bem para servir sempre. E estamos aqui para engordar vocês.
Fiquei extremamente surpresa com a morte do Heath Ledger. Jovem, talentoso e bonitão. E nunca tinha ouvido falar dele envolvido com drogas ou quetais. Fosse LiLo, Wino ou Snoop Dog, ninguém se assustaria.
Também já temos diversos boatos dando conta que interpretar o malvado Coringa fez com que Heath caísse em profunda depressão, uma vez que ele se entrega aos papéis e que o terrível Joker carrega uma intensa carga de drama, paranóia e loucura.
Oi, ele é ator, essa é a profissão dele e espera-se que as pessoas saibam lidar com isso. E a menos que ele tenha queimado a rosquinha ao fazer Brockeback Mountain, esse é o boato mais ridículo dos últimos tempos.
Ah, filmaram a Amy Winehouse fumando crack. E não morre, né? E fotografaram a calcinha da Brintney suja de menstruação. E a Penélope Cruz perdeu as fotos da viagem. E o Galego foi eliminado do BBB. E o Ego tá me seguindo no Twitter. E eu acho que tô vendo coisas demais sobre celebridades.
Voltando ao Heath Ledger. Lembram-se da morte da Cassia Eller? Deu até capa de revista falando que ela tinha morrido de overdose. Na sequência, descobriram que ela de fato morrera de ataque cardíaco. Torço para que seja este o caso do rapaz, que tenha sido alguma reação alérgica bizarra a um antibiótico, ou que seja lupus.
Bem, nunca é lupus.
Com licença que eu vou voltar à minha terceira temporada de House.
Bom, aí que o Big Bosta Brasil publicou o perfil da Cida no blog. E aí que um amigo viciado em BBB foi lá e achou o celular da mulher na parte pública do perfil. E aí que ele é sem noção e ligou.
E ela atendeu.
E eu, óbvio, não me aguentei e liguei também.
- Alô! - Alô, por favor a Cida? - Quem gostaria? - Meu nome é Gabriela, eu sou de São Paulo... é você mesma? - Sou sim. - Opa! Estou ligando pra te dar parabéns pelo resultado do processo com teu ex-marido... - Ahhhh! Obrigada!! - Ele não merecia ganhar metade da tua grana... - Menina, só eu sei os micos que passei pra ganhar esse dinheiro! - Pois é. Parabéns e ó: quem é fã de BBB prefere as edições anteriores, viu? - É, também não tô gostando muito dessa.... - Esses playboys só são bonitos e não têm muito pra acrescentar. - É verdade. - Enfim, boa sorte pra você e sucesso. - Pôxa, obrigada pelo carinho... - De nada, um beijo!
Taí, falei com a Cida do BBB e ela foi muito gentil e simpática. Liguem pra ela também, gente. Mas sejam simpáticos, ok?
Hoje é segunda feira e o dia está com uma cara de bunda horrenda. A escola aqui em frente retomou as aulas e a criançada chegou, com suas mochilas às costas e sua costumeira gritaria. Mas é estranho: pleno Janeiro e eles todos com blusas de frio.
Meu gato aprendeu que quando ele sobe na cômoda e joga coisas no chão, a gente acorda e eventualmente acaba levantando pra dar comida pra ele. James Brown faz isso às sete da manhã, então eu nem me preocupo com o despertador.
Ia arrumar o armário no feriado, mas fui abatida por uma preguiça sem precendentes que me fez ficar todos os dias enfurnada debaixo das cobertas até o anoitecer.
Comprei umas sementes de plantas legais pra colocar na jardineira de casa, mas no pacotinho recomenda-se que o plantio seja feito em dia de sol/calor. Cadê o verão? Cadê o aquecimento global?
Hoje é segunda feira e eu acho que não vou fazer absolutamente nada além do mínimo necessário, porque a preguiça ainda assola.
Ok, eu sei que todos os que acessam este blog são pessoas de família, de bom nível cultural, tementes a Deus e membros da TFP. Também acredito que todos vocês acham que Big Brother é o ópio das massas e que a Rede Globo é o símbolo do Mal.
E oi, meninos? A gente fala mesmo dessas coisas. Claro que não em rede nacional, mas na nossa vida privada, entre amigas, a gente fala. Normalmente sem dar nomes, mas a gente fala. Fala do tamanho, do nível de satisfação, conta micos... Para vocês terem uma idéia, somente nesse ano já ouvi histórias sobre:
Um rapaz que dançava seminu em frente aos espelhos num motel Um moço cujo...er... membro, digamos assim, tinha as dimensões de um polegar Um jovem que teve dificuldades em manter-se animado por mais de 5 minutos Um ficante que tinha desejos estranhos por pés Um namorado que se recusava a fazer sexo anal porque achava sujo
E isto apenas em 2008.
Portanto, rapazes, atentem-se a isso: as mulheres falam. E vocês podem ter suas intimidades expostas em meio à gargalhadas se não forem bem comportados.
E a Natália é musa, porque falou tudo isso com sua amiga e um emo - que no fundo é amiga também - e nem ligou pra repressão de um outro cara lá.
Fiz uma enquetezinha no Twitter e no msn e a mulherada toda concordou comigo: a gente fala baixaria mesmo, e quem quiser crucificar nossa Diva que vá plantar batatas.