Boas novas
Notaram que dei uma sumida? Isto quase sempre significa que estou trabalhando.
Pois dessa vez... estou trabalhando.
Não falei nada aqui porque a proposta era tão legal que fiquei com medo de aparecer pra trabalhar e de repente o Serginho Malandro pular de trás de uma mesa gritando "Rá! Pegadinha do Mallandro!!" e eu ter que desmentir depois.
Vejam quantas coisas boas: - Mesmo salário do trabalho anterior, mas trabalhando apenas de segunda à sexta. - Perto de casa. Coisa de 15 minutos de carro ou meia hora de ônibus. - O trabalho não é operacional. Não preciso lidar diretamente com clientes nem fazer cara de feliz enquanto sou xingada. - Respondo diretamente aos donos. Não tem muita burocracia. - Os caras são pequenos mas têm cabeça de gente grande. A idéia é estruturar a equipe, fortalecer agora para daqui a dez anos ter dez vezes mais lojas. - Tenho uma mesa só minha, com computador, e-mail, telefone, gavetas. Pode parecer coisa besta, mas pra quem dividiu mesa/não teve mesa durante alguns anos, isso é um grande avanço. - O figurino do trabalho não é social. O uniforme não-oficial aqui é jeans, blusinha, sapato bonitinho. E sapatos bonitinhos eu tenho aos montes. Hoje vim com um verde e fiz sucesso. - O foco dos produtos do lugar são coisas que amo: Frutas, verduras, orgânicos e produtos gourmet. - Em dois dias de trabalho, ninguém ainda falou as seguintes palavras: Menas, poblema e pobrema.
Precisa mais?
Tem.
Recebo almoço, ajuda de gasolina, cesta básica, convênio médico e odontológico.
Estou muito feliz com essa nova oportunidade. Espero que dure bastante e que eu possa finalmente ter um trabalho que me realiza tanto profissional quanto pessoalmente. Ainda tô com um medinho de acordar e descobrir que era sonho.
Então eu vou entrar numa vibe Oscar Awards e fazer agradecimentos: Minha tia, que me apresentou a esse lugar aqui. À minha mãe, que sempre achou que um dia eu ia pra frente. Ao Eric, que aguentou meus resmungos durante todo o ano passado. Aos meus amigos queridos, que me pagaram cerveja e petiscos em tempos de desemprego. Dentre eles, cabe uma menção ao carioca mais paulista que já conheci: Zander mandou meu currículo pra meio mundo, me arranjou uma entrevista numa empresa de pornografia para o emprego mais surreal que eu jamais almejei.
Por fim, agradeço ao meu ex-chefe, que fez com que eu percebesse que era completamente infeliz no emprego anterior, que me demitiu e pagou meu FGTS com multa e tudo, e que me proporcionou dois meses de férias, livrando-me de trabalhar no Natal e no Ano Novo.
PS: Agradeço ao Papai Noel, e peço desculpas; na verdade ele havia entendido minha cartinha, mas demorou um pouco pra responder.
as 04:50 PM 11 YA REALLY!
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