Eu por mim mesma
30 anos, paulistana, corinthiana, blogueira, dona de 4 gatos, viciada em chocolates, séries, cinema e livros, entre outras nerdices.
Entries for March, 2008
March 4th, 2008
Minha primeira vez
A primeira noite sempre é mais difícil.
É tudo muito diferente: o cheiro, o tamanho, a consistência... Parece que o corpo não encaixa. As posições são estranhas, você se sente meio torta, meio ridícula. Chega até a doer um pouco.
Você se mexe pra um lado e outro tentando melhorar as coisas. Vira de costas, de frente, de lado. Mesmo assim, a sensação é de que nunca vai dar certo. Afinal, o de antes já estava com você há tempos e você conhecia cada pedacinho dele. Sabia exatamente o que fazer para se sentir bem.
Embora o novo seja gostoso, não é a mesma coisa de antes. E você até se arrepende, desejando nunca ter abandonado o anterior.
Comprei um travesseiro ontem. É de plumas ecológicas de ganso (ou seja, catadas sem matar a ave) e eu vou levar uma vida pra me adaptar a ele. O meu travesseiro velho me acompanhava há uns dez anos e no último mês capitulou de vez, a espuma se dissolveu e eu andava com constantes dores no pescoço e nas costas.
Mas estou com saudades dele. Prevejo noites difíceis até me acostumar. Meu pescoço, entretanto, está fan-tás-ti-co.
O Marcus, do Grande Abóbora, se encheu de me ver pedindo pelamorededeus por um link foi gentil o suficiente para me convidar para participar de um meme bem legal.
Qual o seu dinossauro favorito?
O meu dinossauro favorito durante muito tempo foi o simpático Apatossauro, também conhecido como Brontossauro. Enorme e herbívoro, ele me parecia ser o tipo de dinossauro que seria meu amiguinho se eu fosse uma menina das cavernas. Eu achava que se fosse uma pitecantropa ou coisa que o valha, um dia eu teria encontrado um ovo de dinossauro, o chocaria e então eu e meu dino de estimação viveríamos aventuras pelo Cretáceo. O fato de ele ter 25 metros seria mero detalhe.
Vale mencionar que aqui estou me referindo a um período de tempo nos distantes anos 80, quando eu era uma criança impressionável, o Discovery Channel não existia no Brasil, a National Geographic era uma revista caríssima e difícil de achar e toda a informação que eu recebia sobre dinossauros provinha das revistas do Tio Patinhas. Então eu achava que dinossauros e seres humanos conviveram durante uma época. Eu também achava que um pato era capaz de amealhar milhões de moedas numa caixa forte. Já contei da vez que colei cartazes feitos à mão nas janelas de casa, com a certeza que o Tio Patinhas iria passar de helicóptero por ali e ler as coisas que eu tinha escrito? Não? Bem, eu fiz isso.
Com o passar dos anos e o aval de mamãe para assistir Globo Repórter, eu descobri que: a) Dinossauros e humanos estavam separados por alguns milhões de anos; e b) Dinossauros estavam extintos de verdade. Não tenho palavras pra descrever minha tristeza. Eu tinha certeza que dinos ainda existiam, escondidos num platô amazônico. Minhas leituras não eram exatamente realistas, sabem?
Aí meu gosto para dinossauros se apurou e eu passei a gostar dos elegantes compsognato, porque eles eram pequenos e tal. Mas aí descobri que eles eram carnívoros e me desencantei. Depois descobri os dinossauros bicos-de-pato e achei que eles eram os melhores. Eram herbívoros, tinham um sistema digestivo ótimo e se caracterizavam por uma crista óssea, pelo focinho em forma de... bico de pato e por um osso da pelve super bem desenvolvido, que é quase semelhante aos de aves atuais. Aliás, quando descobri que as aves eram uma evolução de uns poucos dinossauros sobreviventes à extinção de milhões de anos atrás, fiquei impressionada.
Essa descoberta explicou duas coisas: Para a comunidade científica, ficou claro uma série de dúvidas sobre a anatomia dos pássaros - e dos dinos. E pra mim, particularmente, ficou bastante clara a explicação sobre a vez que um ganso mordeu minha bunda. Terrível descendente de um Tiranossauro Rex, os gansos têm dentes no bico. Minha bunda ficou roxa por dias e eu atá hoje não gosto de aves. Mas pelo menos agora eu entendo: com certeza foram os genes saurópodes remanescentes do ganso que o transformaram numa fera assassina.
E eu indico pra fazer este meme a Lelê, porque ela nunca faz, o D., porque ele vai achar um dino luxuoso, o Zander, pra ele se sentir incluído, a Lolló, porque ela é do tempo dos gibis do Tio Patinhas e o Inagaki, porque eu sou assim mesmo, saidinha.
Adoro quando outras pessoas compartilham minha opinião sobre as coisas. Por exemplo, há umas semanas vi o programa da Marimoon na MTV pela primeira vez e me horrorizei com diversas coisas:
- A terrível voz da apresentadora - O exagerado sotaque paulistano da mesma - A estupidez das perguntas dos espectadores e das respostas da apresentadora - As caras e bocas de MM ao virar-se para uma e outra câmera - A audácia da filombeta de usar um all star dourado igualzinho ao meu - quase desisti de usar meu tigrado tênis depois de ver isso
No fim, estava nauseada: achei o programa ruim, ruim, ruim. Quase fiz um post à época, mas temi que os amantes da moça de cabelos rosados aparecessem por aqui para me amaldiçoar - ou dizer que eu tenho inveja dela. Sabem como é, sempre que a gente não gosta de determinado "artista", os fãs adoram dizer que é inveja. Inveja do quê? De ter cabelos cor de rosa? Eu poderia até ter inveja do All Star, não tivesse eu ganho o meu no Natal de 2006.
Aí hoje estava lendo O Fim da Várzea e qual não foi minha surpresa ao ver que o Noronha compartilha minha visão sobre o Scrap MTV. O mais legal é que o post nem é sobre o programa, é sobre a tentativa de marcar uma consulta médica, mas a parte na qual ele explicita sua opinião é extremamente... simpática:
"Não estou dizendo que o programa é ruim. Seria uma ofensa aos programas ruins dizer isso."
Amei. E recomendo que Marimoon volte urgentemente a ser uma fotologger. Ela é bonitinha, fotogênica - e infinitamente melhor de boca fechada.
O sábado começou como outro sábado qualquer: com um maldito caminhão recolhendo caçambas na rua as 5 da manhã.
Acordamos assustados com o barulho altíssimo de correntes, metal, coisas batendo e caindo. Enquanto eu olhava pela janela em pânico, o namorado abria um olho e tentava entender o que acontecia. Depois de estabelecer que o problema era o tal caminhão, e não uma invasão viking na Pompéia, despertei de vez. Afinal, eu havia ido dormir por volta das 20:30 na noite anterior.
Aproveitando o estado semi-desperto do Eric, puxei conversa:
- Amooooor... - Mmmmphhh? - Você tá acordado? - Mmmmnãommmph.. droga, tô. - Ah, que bom! Então, já que você está acordado.... - Não. - Não o que? - Não topo o que quer que você diga. - Como não?? Você nem sabe o que é! - Certo. Até parece que você vai completar essa frase com alguma coisa boa, tipo "Já que você está acordado, eu vou fazer um strip e depois cobrir meu corpo com chocolate pra você comer!" - Mas... mas... - Mas o quê? É óbvio que você vai dizer: Já que você está acordado, me ajude a lavar a roupa, ou a limpar a casa, ou a fazer compras no supermercado lotado, ou a arrumar o armário, ou abraçar uma árvore, ou fazer qualquer coisa que eu, Eric, odeie fazer!
Tive uma crise de risos de acordar a vizinhança. Quando consegui me controlar (não com a ajuda dele, uma vez que Eric aproveitou e fez todas as piadas possíveis, envolvendo sexo, futebol, massagem nos pés, cerveja gelada e outras coisas masculinas) depois de uma meia hora, eu soltei:
- Bem, eu só ia dizer que queria aproveitar e ter um sábado produtivo...
Nisso, Bill resolveu ajudar: disparou a miar de maneira assustadora, alto e desafinado como uma sirene. No susto, corri pra ele e apalpei barriga, patas... cada vez que eu chegava perto do rabo ele berrava mais alto. Chegou a rosnar pra mim. Eric pulou da cama, escovou os dentes e perguntou:
- Existe veterinário 24 horas, né?
Enfiamos o gato na casinha de transporte, corremos pra garagem, entramos no carro e... nada. A bateria não respondia. Num ato de desespero, corremos pra rua atrás de um táxi. Por sorte, tinha um no ponto da minha rua. Por azar (do Eric) a rua é uma baita ladeira e o Bill é pesado pra caramba. Entramos no táxi e fomos ao veterinário 24 horas na Cerro Corá.
Toquei a campainha. Nada. Toquei de novo. Nada. Aí vi a placa de preços...
- O quê? Consultas 140 reais???
Examinei rapidamente o gato na caixa. Ele parecia bem melhor e não miava mais. Decidimos voltar pra casa e esperar Dr Ney, o veterinário japonês mais legal do mundo, iniciar seu horário de atendimento. Paralelamente a isso, começou a chover. Enquanto me molhava à espera de um novo táxi, liguei pra seguradora. Chegamos em casa, Bill comeu, bebeu água, fez cocô... parecia realmente bem melhor. Eric sugeriu:
- Vai ver ele só queria dar um passeio...
Fuzilei-o com os olhos e desci pra receber o moço da Porto Seguro. Usando cabos, o rapaz fez minha bateria funcionar e avisou: não deveria desligar o carro em hipótese alguma, sob pena de parar de vez de novo. Corremos na MercadoCar pra comprar uma bateria nova, instalamos a dita cuja, fomos ao mercado comprar comida, voltamos pra casa, pegamos o gato, enfiamos o infeliz na caixinha de transporte de novo, sob ruidosos protestos, e fomos pra clínica do Dr Ney.
Cabe um parenteses: Dr Ney é um japonês feioso que usa aparelho nos dentes. Cuida com zêlo de todos os bichos da família, que não são poucos. Dois cachorros e meia dúzia de gatos na minha mãe, mais os 4 de casa. Ele está acostumadíssimo com histórias de bichos recolhidos na rua, de baixo de carros, de telhados, resgatados de pedradas... Há anos que Dr Ney é meu cúmplice no método Gabi de convencer Mamãe a ficar com o gatinho: eu dava banho no bicho, levava no Dr Ney pra vermifugar e tratar eventuais problemas, depois esperava Mamãe chegar cansada do trabalho e mostrava um bicho infinitamente mais fofinho e saudável do que a tranqueira que eu havia recolhido na rua.
Agora ele atende numa clínica maior, mais longe de casa, no estacionamento de um Wal Mart. Mas vale a viagem. Por me conhecer bem, ele sabe que eu não sou aquelas mães que entram em pânico. Quando eu disse que "O gato miou muito estranho" ele entendeu perfeitamente e fez um exame completo, com direito a termômetro nos países baixos e apertão nas bolas do Bill. Pesou a criança: 5,8Kg. No decorrer da consulta, confundiu o Eric com meu ex, mas eu nem liguei. O que importava é que meu filhote estava em boas mãos. No fim, ele decretou:
- Infecção urinária. Injeção e remédios. Ele toma remédio? Você consegue dar comprimido pra ele? - Tenho um método envolvendo uma toalha king size, movimentos rápidos dos dedos e focinho tapado. Geralmente sem derramamento de sangue. - Como? - Consigo, Dr Ney. Manda ver.
Paguei a consulta. Contando com a injeção e os remédios, saiu menos do que o assaltante veterinário da Cerro Corá cobrava. Voltamos pra casa, Eric me obrigou a fazer almoço pra ele, e quando reclamei que estava cansada, ele solta:
- Ué, não era você que queria um sábado produtivo?
Em nome da paz conjugal, não respondi. Afinal, ele estava certo.
Hoje é véspera de feriado, e isso tem um significado profundo para mim.
Há anos não sei o que é ter 3 dias de folga seguidos, remunerados e merecidos. Há muito tempo trabalhando no comércio, os feriados pra mim se resumiam a pequenos intervalos de descanso entre muitos dias de trabalho.
E pra quem acompanha esse blog há tempos: esse ano não teve bacalhau. Nem Elisa, nem chefe estúpido, nem assalto. Coelhinho da Páscoa vai me trazer a Páscoa mais gostosa dos últimos 10 anos. Gosto quase mais do Coelhinho do que do Papai Noel - ou gostaria, se isso não fosse sacrilégio.
Então hoje é um dia muito especial. Por isso, saindo do trabalho eu vou passar aqui e depois aqui. E me entupir de doces, de chopes, de tudo que eu tiver direito. Vou ver as pessoas presas no congestionamento e rir da cara delas.
Depois irei para casa, e dormirei até bem tarde amanhã.
Porque acho que o William Waack é um vampiro e quer sugar meu sangue. Prontofalei.
Muitos fatos me levam a acreditar nisso: Nunca vi o jornalista de dia; apenas após o pôr do sol. Nunca soube de nada que ele tenha feito de dia. Nunca ouvi falar dele antes do Jornal da Globo, mas numa rápida pesquisa descobri que ele atuou na Alemanha Oriental e nos Bálcãs. Aposto que foi lá que ele foi mordido e transformado.
Vocês já deram uma boa olhada nele? Cliquem por sua conta e risco aqui. Vejam o olhar hipnótico. Vejam o cabelo com um "bico" na frente. Vejam as olheiras e a palidez. Fato é que eu não gosto de ver o Jornal da Globo. Tenho medo de ser hipnotizada por ele e abrir a janela pra ele me atacar.
*planta alho na varanda*
E aquela história com a Fabiana Scaranzi? Ao receber um prêmio aí, o jornalista declarou "Dedico este prêmio a Fabiana Scaranzi, dona do meu coração. Eu te amo. Fabiana, meu coração é seu. Eu também quero o teu". Taí: ele quer o coração, pra poder sugar o sangue! Onde anda Fabiana agora? Aposto que ela virou uma espécie de noiva de Drácula e agora vive num caixão nas catacumbas do Projac.
Junto com o William Waack.
O namorado me diz que eu estou obcecada com essa história toda e que isso só faz sentido na minha cabeça doente. Mas por via das dúvidas, sempre faço o sinal-da-cruz quando começa o jornal.
E essa nem é minha teoria mais absurda sobre celebridades: Também acredito piamente que David Copperfield sabe voar de verdade.
Eu acho que ele tem esse superpoder desde a infância. Aí ele ficou pensando em como poderia voar por aí sem que as pessoas notassem e o apedrejassem por ele ser um mutante anormal - ou sem que o governo dos Estados Unidos o aprisionasse na Area 51. E ele resolveu virar mágico profissional.
Aprendeu meia dúzia de truques com cartas, pombas e cartolas. E quando as pessoas acreditaram que ele era um mágico realmente bom, ele saiu voando e todo mundo achou que era truque.
Vocês não me enganam, vampiros e mutantes: eu sei de tudo e a verdade está lá fora.
Hoje estive despertando em cima da hora, com muito sono. Ao estar olhando no espelho, pude estar constatando que os cremes que estou usando à noite parecem estar fazendo efeito. Minha pele está ficando bonita e as linhas de expressão vão estar ficando cada vez menores, como consta no rótulo.
Também estive conversando com o namorado. No feriado de Tiradentes, vamos estar viajando pra uma pousada bem gostosa, numa cidade que já estive visitando algumas vezes, mas sempre estive me hospedando em campings por lá. Como agora meus velhos ossos iriam estar reclamando de dormir no chão, vamos estar fazendo a reserva num lugar bem bonito. Vamos estar fazendo caminhadas, estar comendo coisas gostosas, estar mergulhando em cachoeiras e estar vendo paisagens lindas. E vamos estar parcelando em 6 vezes no cartão. Minha gerente do Itaú vai estar agradecendo por eu não estar estourando o limite da conta de novo.
Ontem estive preparando um almoço com um frango diferente, em cuja receita estive acrescentando noz moscada, cardamomo e limão, e a combinação esteve fazendo sucesso. Mais tarde, estivemos tomando uma cervejinha no Asterix. Aproveitamos para visitar Lilhá, que esteve passando por uma cirurgia, mas já foi para o quarto, deve estar recebendo alta hoje e estará passando bem nos próximos dias.
Hoje estarei indo almoçar na Casa do Brigadeiro, onde estarei comendo uma salada, depois estarei escolhendo entre uma variedade louca de doces deliciosos, e estarei me sentindo culpada depois de estar comendo tudo isso. Estarei me achando gorda, mas não estarei fazendo nada quanto à isso, porque estar tendo vergonha na cara não é uma coisa que estarei conseguindo.
Esta gostaria de estar sendo uma homenagem à todos os operadores de telemarketing que estão falando assim diariamente. Esses profissionais estão merecendo nosso sincero abraço por sua contribuição em estar fazendo o Brasil inteiro estar falando assim.
Reforma ortográfica de cu vai estar sendo rola, duvido o governo estar conseguindo fazer algo assim.