Juro que estou trabalhando tanto que quando chego em casa nem ligo o computador: assisto CSI e desmaio de sono no sofá (novo e confortável).
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Críticas de cinema/DVD da semana:
Iron Man: Filmaço de aventura. Grandes cenas, Robert Downey Jr impecável e surpreendente como Tony Stark, o único homem que consegue construir uma armadura fodona usando apenas um alicate de cúticulas, 3 pedaços de arame, uma placa de carro usada e um tubinho de durepox. Isso dentro de uma caverna no Afeganistão, claro. E vale lembrar que os atributos da armadura devem ter sido elaborados com a ajuda do filho de 11 anos do roteirista:
- Filhão, fiz aqui uma armadura que solta raio, jatos, é à prova de balas, de mísseis e de tanques... - Legal, paiê! Bota aí que ela solta chamas também! - Ok.. mais alguma coisa? - Ela VOA, né? - Bem lembrado, rapá.
3:10 to Yuma: Traduzido como Os Indomáveis, é o melhor faroeste desde Os Imperdoáveis. História bacanuda, fotografia impressionante como só as planícies do Arizona oferecem, papel coadjuvante do Peter Fonda, Russel Crowe todo vestido de preto, Ben Foster mais uma vez completamente psicótivo e o Christian Bale extremamente mal encarado. E ele é o mocinho.
O Sonho de Cassandra: Woody Allen mudou de terapeuta. Até algum tempo atrás, todos os filmes dele eram sobre gente neurótica e maluca. Agora todos são sobre gente culpada e maluca. Certeza que mudou de freudiano pra lacaniano. Mas o filme é bacanão - e tem o Ewan McGragor AND o Colin Farrell. Já tá bom pra mim.
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Mencionei que ando trabalhando muito?
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Ronaldo confundindo traveco com garota de programa? Sugiro uso de óculos. Ou de glicose, pra baixar o álcool no sangue.
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Final de semana passado fui a uma feira de produtos orgânicos e naturais. Comprei sabonetes de baunilha e de capim limão, além de um aromático travesseiro de ervas. Aí cheguei em casa e mostrei pro namorado:
- Olha, amor, sabonetes naturais? - Você comprou sabonetes de capim? - É capim-limão, também conhecido como erva-cidreira, ou verbena... - É capim. Tá escrito bem grande no rótulo. - ....er...ok. Olha aqui também, um travesseiro aromático de ervas medicinais! *enfia o travesseiro na cara do namorado* - Viu que cheiro bom? - cof cof cof cof cof argh argh argh putamerda, você comprou um travesseiro de mato! E fedorento ainda por cima! - Mas é uma erva medicinal calmante pra evitar a insônia! - FEDE!!! - Mas.... - Tira esse troço de perto de mim! - Então você dorme no sofá. - Tudo bem, é novo. - Merda.
No fim, quem manda nessa porra aqui sou eu num exercício de tolerância conjugal, Eric conseguiu conviver com o travesseiro. Que é bem cheiroso, aliás.
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O gamebar foi deveras divertido. A festa no Inferno também. Fim de semana nerd e produtivo.
Bem, amiguinhos. Muitas vezes somos levados pela a vida a acreditar que o mundo é um bom lugar para se viver. Em alguns belos momentos, achamos que tudo se encaminha para um bom fim. Por exemplo, ao torcer para o Corinthians, contemplamos uma gloriosa história de vitórias e conquistas. Trata-se de time pujante, de raça e garbo. De jogadores ruins geniais, de dirigentes ladrões que buscam apenas o desenvolvimento do time.
Ano passado, o Corinthians caiu pra segunda divisão do Brasileiro. Foi muito triste para todos nós, torcedores do Timão, que doravante poderíamos ser ridicularizados pelos torcedores dos times oponentes, que a cada dia vinham com uma piada nova e mais legal:
- Depois do domingo vem que dia? - ... - A segunda! RÁ RÁ RÁ!
- Você sabe por que CORINTHIANS não pode ler o Estadão e a Folha de domingo? - ... - Porque domingo é dia de classificados! RÁ RÁ RÁ RÁ!
- Sabe onde o novo estádio do corinthians vai ser construído? - ... - No second life!! RÁ RÁ RÁ RÁ RÁ R... - Nerd não pode zoar, ok? - Pô. Mancada aê.
Mas vocês acham que isto fez os torcedores se sentirem mal? Vocês acham que abandonamos nosso time? De maneira alguma. Na estréia do Timão na série B, um Pacaembu lotado vibrou com a vitória apertada sobre o pífio famoso time CRB. Corinthianos são brasileiros e não desistem nunca. Nem mesmo quando nosso time apresenta um hediondo uniforme roxo.
Outro momento onde achamos que tudo vai bem é quando temos amigos ótimos, um namorado ótimo, um emprego ótimo. Especialmente este último. Porque oras, amigos e namorados devem ser sempre coisas boas, não? Já o emprego... esse é o vilão, a pedra fundamental do stress da vida cotidiana. Quando se consegue um emprego que lhe deixa feliz, e ainda por cima paga um salário digno... bem, parece ser a glória.
E você comemora, e faz planos, e acha que finalmente se livrará de todas as dívidas, terá uma vida agradável e poderá finalmente conhecer Paris dali a dois anos. Aí você descobre que a empresa não vai bem das pernas. Que, na verdade, está tendo um prejuízo grande. E que os cortes vêm aí. E seu chefe te chama na sala dele e anuncia que você, feliz moça de fino trato, está na bacia dos cortes. Que ele gosta do seu trabalho, mas que seu salário é alto, fazendo questão de lembrar que há também os encargos trabalhistas. E que infelizmente, sem você as coisas continuam a acontecer. E que você ainda está em experiência, então os cortes começam por aí. Ele avisa que mais 4 pessoas do seu departamento sairão. Um corte de 50%.
Você sente o tapete sendo puxado por baixo de seus pés e ouve o barulho que seus sonhos fazem ao cair no chão. Não haverá Paris nem Nova Iorque. O que lhe espera são apenas as tardes vazias. E o que lhe enfurece mais, é que por mais que você deseje matar alguém, ou morrer de raiva, você sabe que a decisão da empresa foi a correta. E que talvez você fizesse o mesmo. Num arroubo de inteligência de origem desconhecida, você oferece serviços de consultoria pro seu chefe: fazer o seu trabalho como pessoa jurídica, em pacotes fechados. Ele gosta da idéia, e pede um orçamento. Você se sente um pouco menos infeliz.
Você vai embora, e mesmo estando menos infeliz, está aos prantos. Liga pro namorado, pra mãe. Começa a contar pros amigos. Alguns oferecem apoio, outros oferecem jantares e desabafo, outros riem da sua cara. Um deles, subitamente, se lembra de uma indicação pra um cargo. Passa o contato, e você bate papo com uma possível empregadora. Sua mãe subitamente tem idéias e cria um projeto em segundos. De repente você vê uma leve luz no fim do túnel. Você dorme por 14 horas e se sente um pouco melhor no dia seguinte.
Você liga o Playstation e define que irá terminar God of War de novo, pra relaxar. E pensa que afinal, o importante é não entrar em pânico.
1989 foi um ano atribulado: A queda do Muro de Berlim simbolizava o fim da Guerra Fria; um jovem estudante no meio da Praça da Paz mostrava ao mundo que é possível desviar um tanque usando apenas uma camisa como arma; morreram Hiroito, Imperador do Japão desde que eu podia me lembrar, e o Aiatolá Khomeini, o terrível homem malvado que assombrava o Irã; morreram Sergio Leone, Dina Sfat, Salvador Dali e Bette Davis; perdemos Nara Leão, Raul Seixas e Luiz Gonzaga; e no fim do ano, o país elegeu seu primeiro presidente por voto direto, o desditoso Fernando Collor de Mello.
Mas nada disso era muito importante. Pois foi em 1989 que me apaixonei pela primeira vez. No dia 22 de Junho fui ao cinema ver a estréia de Indiana Jones e a Última Cruzada. Fui ao Olido, um imponente cinema na Avenida São João, que posteriormente decairia como o Centro que o cercava, se tornando primeiro um cinema pornô e depois uma igreja evangélica. Mas em 89 o Olido ainda estava aberto, e eu fui assistir a nova aventura de Indiana Jones.
Chapéu, cavalos, tanques, nazistas, deserto, Sean Connery: tudo que uma garota pode querer
Pipoca fria do pipoqueiro em frente ao cinema numa mão, guaraná de latinha na outra, e no bolso uma caixinha de mentex. As luzes se apagaram e as primeiras imagens apareceram na tela. Como sempre, o filme começava com Indy passando por uma peripécia heróica qualquer. Ao contrário dos filmes anteriores, no entanto, esse Indy aparecia bem jovem no início, um adolescente. Estrelado por River Phoenix, o prelúdio mostrava como o herói conseguira seu chapéu, sua cicatriz no queixo e sua fobia de cobras. E foi em algum momento desse prelúdio que me apaixonei por Indiana Jones. Não pelo River Phoenix ou pelo Harrison Ford: Pelo Indiana mesmo.
Vale uma explicação : O primeiro filme estreou em 1981 e o segundo em 1984. Logo depois que o segundo saiu em vídeo, minha mãe apareceu em casa com cópias em VHS dos dois, alugadas numa locadora chamada Real Vídeo. Um catálogo de capas xerocadas expunha as famosas cópias piratas dos filmes, numa época em que uma película demorava até 1 ano pra sair em VHS. Minha mãe, apesar de honestíssima, era (e é até hoje) fã incondicional de Harrison Ford. Então ela deixou de lado o respeito à lei e levou as duas fitas piratésimas para casa, e nós assistimos aos dois filmes de uma tacada só em nosso vídeocassete de 4 cabeças novo em folha, numa tarde de sábado.
Eu tinha uns sete ou oito anos em 1985. E depois de ver esses dois filmes, transformei minha corda de pular em um chicote, um chapéu de palha remanescente da festa junina virou o chapéu de Indy, e todas as crianças da rua se alternavam no papel de nazistas, ou de amigos do Indy, ou de índios canibais. Como eu era a única a ter um chapéu, naturalmente eu sempre era o Indiana. Ou a Indiana. Ou a irmã mais nova do Indy. Ou até a nazista, de vez em quando. Muitas tardes foram passadas desbravando o mato em busca de relíquias, descendo a ladeira em alta velocidade fugindo de uma pedra gigantesca que nos perseguia ou fazendo cara de nojo enquanto comíamos cérebro de macaco (que até segundos antes era apenas um igualmente nojento bife de fígado que minha avó havia refogado).
A brincadeira durou anos e eu fui uma aplicada aluna de História na escola, porque tinha certeza que estudaria Arqueologia e descobriria tesouros. Aí, em 1989 veio o terceiro - e supostamente derradeiro - filme do Doutor Jones. Eu estava naquela idade complicada na qual ainda se tem vontade de brincar na rua, ao mesmo tempo em que os meninos da nossa idade começam a parecer bobos enquanto os garotos da sétima série parecem ser tão mais maduros. E naquele cinema da Avenida São João, meu coração deu pulinhos ao ver o jovem Indiana Jones correndo, saltando, caindo e lutando, tudo isso sem perder o chapéu. Voltando pra casa, empolgadíssima, queria escrever cartas de amor pro Indy. Arrumei um poster do filme e colei na parede do quarto. Eu tinha certeza que ia encontrar o Indiana Jones. Mesmo aos 11 anos, ainda era sonhadora o suficiente para ter certeza que ele existia de verdade: ninguém poderia inventar um cara tão legal.
Depois de alguns meses a paixão arrefeceu, depois de alguns anos desisti da Arqueologia, e quase vinte anos depois chega a informação que um novo filme estva a caminho. Acompanhei os rumores, a escolha de elenco e amei saber que Marion Ravenwood iria voltar. E agora, na quinta feira, estréia Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, a quarta aventura do meu arqueólogo favorito. Acabei de ler a coluna do Barretão, que já teve o privilégio de assistir a uma cabine pra jornalistas. Ele não estraga a surpresa do filme, mas conta que a aventura está toda ali.
Não tenho mais 11 anos. Mas tenho certeza que na quinta feira, ao assistir a sessão das 12:50 de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal eu vou me apaixonar de novo. Ou pelo menos, terei vontade de estalar um chicote por aí.
Aí que eu tô revoltada: logo quando eu achei uma calça skinny que não me deixa mais gorda nem realça meus pneus, a temporada da calça skinny acaba? OMG!
E a Britney saiu de biquíni com a pancinha de fora. Tá com uma cara boa, tá feliz, com um cabelo bom... e tem rapazes achando que ela tá ótima, mesmo pançudinha. É a vingança das gordinhas!
Logo eu que odeio perfume doce, me deparo com uma matéria no UOL falando de perfumes e "fragrâncias mais robustas, com notas florais, florais ambaradas, amadeiradas e orientais". Medo. Vou continuar usando o do namorado o meu tradicional.
E Rycharlison, que foi flagrado em uma boate gay? Vamos esclarecer: não é porque o Ricky estava numa boate gay, usando boné, óculos cravejados de cristais svarovsky e um shortinho de biscate que podemos dizer que ele é gay, tá? Na-na-ni-na-não! Ele podia estar... sei lá, curtindo a night? O que importa é ele ser feliz, né?
E o feed? Já assinou? Tá ali do ladinho. Clica, assina, leia no conforto do seu reader.
Eu respeito muito os vegetarianos. Adoraria não comer carne, e já tentei abdicar dela algumas vezes. O que sempre me traz de volta ao mundo dos assassinos de bichinhos não é a picanha do churrasco, nem a calabresa da pizza. O que me faz matar animaizinhos inocentes são os frangos.
Frango frito, assado, grelhado. Drummet de Frango com Curry, feito pelo meu querido quase gêmeo-travestido Uatafóc. Frango à passarinho do Valadares. Fricassé da Dona Rose. Nuggets do McDonald´s. Consigo ficar sem comer carne vermelha quase indefinidamente, e troco um bife por um belo prato de talharim ao sugo com tranquilidade. Mas a casquinha do frango frito... ai, ai. E por mais que eu fique triste ao pensar nos frangos (resfriados e) abatidos para me satisfazer, não consigo parar.
Publiquei até uma receitinha de Frango ao Iogurte para alegrar a tarde.
De qualquer maneira, o PETA resolveu fazer uma eleição para escolher os vegetarianos mais sexies. Eu votei por lá, e aproveitei pra me cadastrar e receber a newsletter deles. Esse pessoal é muito sério mesmo: são eles que vivem jogando tinta nos casacos de pele de celebridades. Aqui no Brasil, faria todo sentido fazer o mesmo. Naonde que no nosso país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza mas que beleza em feverê tem carná é necessário usar casacos de pele?
Enfim, meus votos foram pro Rivers Cuomo, o nerd mais sexy da face da Terra, e pra Joss Stone, só porque ela tem uma voz de negona americana do Sul, mesmo sendo uma branquelinha sonsa inglesa que tem mania de cantar descalça. Clique aí no bannerzinho e vote você também - além de descobrir um monte de gente que também é vegetariana e você nem desconfiava, tipo o Andre 3000, que tem mó cara de comedor de porcarias.
Ainda no assunto Rivers Cuomo: Já ouviram as novas do Weezer? O álbum novo sai só em Junho, mas a capa, as fotos de divulgação e algumas músicas já vazaram. Claro que a Universal anda tentando tirar do ar os downloads, mas São Torrent continua a nos abençoar com muitas fontes pra baixar. Dêem uma olhada no que supostamente será a capa do álbum, apelidado por enquanto de "Red Album"
Rivers agora está de bigode, mas ainda assim eu casava com ele
As músicas continuam com cara de... Weezer. Som feito por nerds, para nerds ouvirem. O que esperar de uma banda que já afirmou em entevistas que quando viaja em turnê costuma jogar Magic no ônibus?
Primeiro vejam este promo, com Kelly e Dan (o maluco que resolve cubos mágicos em tipo 10 segundos, de olhos fechados, em um círculo de fogo, com leões correndo atrás dele e canibais atirando flechas)
E agora sim, vejam Patrick Wilson, Scott Shriner, Brian Bell, Rivers Cuomo e sua bigodeira de responsa num vídeo genial.
Update: Na verdade, tava aqui pensando. Que espécie de criatura escreve "Gabi" no Google e espera encontrar a Gabi, sua vizinha, ou a Gabi da classe do lado, ou a Gabi, prima do João Carlos...? Sério, quem procura por "Gabi" no Google?
E mais, como vou dominar o mundo com isso? Puta coisa inútil. Droga de Google.
Sempre quis ter uma banda. Usar calças de couro, blusas justas e laquê no cabelo roupas bacanas e adequadas à sua época, fazer letras que falassem de amor, da estrada, da vida, de tudo que eu quisesse, e ter milhões de pessoas ouvindo isso e achando meus versos lindíssimos, profundos e inspiradores.
Entretanto, minha voz não ajuda no canto, minha coordenação motora é insuficiente pra tocar, e eu poderia no máximo almejar uma carreira como backing vocal. Naquelas dancinhas coordenadas, aí sim eu sou boa. Também fico uma graça de vestido tubinho e cabelo preso. Mas o mercado das backing vocals glamourosas está cada vez menor.
Aí resolvi que uma banda indie seria o caminho. Pô, dezenas de bandas indies aparecem diariamente sem saber tocar nem cantar e ganham uma grana com isso. Por que não eu, afinal? E ao ver o meme feito pela Lolló, percebi que meus problemas estavam terminados: já tenho o nome da banda, o título do disco e a foto da capa. Tá aí: